Em MG, deputada do PT propõe listar empresas que praticam assédio eleitoral

30 de Out de 2026 - 14:40
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Em MG, deputada do PT propõe listar empresas que praticam assédio eleitoral

Belo Horizonte – A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) apresentou na noite da última quinta-feira (29/10) o Projeto de Lei 6.234/2026, que prevê a criação de uma lista com o nome de empresas ou pessoas físicas que praticam assédio eleitoral.A medida surge em meio a uma série de ameaças de pequenos empresários sobre a demissão de trabalhadores que tenham votado ou que tenham se manifestado favoráveis a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na última disputa ocorrida em 25 de outubro.“O assédio eleitoral no ambiente de trabalho constitui grave violação à liberdade de escolha política e à dignidade do trabalhador e da trabalhadora. Essa prática pode se manifestar por meio de ameaças de demissão, constrangimentos, discriminação, promessas de vantagens ou outras formas de pressão destinadas a influenciar o voto ou as convicções políticas dos empregados”, justificou a parlamentar.Os boicotesA proposta é uma reação à campanha de boicotes promovida após as eleições até por políticos, como deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que defende que as pessoas não consumam em estabelecimentos comerciais por divergências políticas e afirmou que o Brasil enfrenta uma “crise espiritual disfarçada de crise política”.O parlamentar argumentou que consumidores de direita têm o direito de deixar de frequentar estabelecimentos de empresários e artistas que, segundo ele, atacaram eleitores do campo da direita. Leia também Minas GeraisPresidente do PL em MG pede fim de boicotes e intolerância: “Que vergonha!” Minas GeraisHumorista relata ameaças após Nikolas expor publicação sobre boicote Minas GeraisPrefeito de MG exonera secretário que incentivou boicote a comerciantes O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que as denúncias por assédio eleitoral vem crescendo no Brasil, já tendo recebido mais de 3 mil denúncias, sendo que Minas Gerais é o segundo com maior número de registros, até o momento 316.“A liberdade de escolha política deve ser respeitada em todos os espaços da vida social, inclusive no ambiente de trabalho. Nenhum trabalhador deve ser constrangido a votar em determinado candidato, manifestar apoio político ou modificar suas convicções sob ameaça de perder o emprego, sofrer represálias ou ser submetido a tratamento discriminatório”, afirmou a petista, no texto.