EUA expulsam diplomata cubano após discussão na ONU
O governo dos Estados Unidos expulsou nesta semana do país um diplomata de Cuba depois que o ministro das Relações Exteriores da ditadura castrista, Bruno Rodríguez, discutiu com o embaixador americano na ONU, Mike Waltz, durante uma sessão em Nova York na terça-feira (27).
O incidente ocorreu antes de ser aprovada a tradicional resolução anual pedindo o fim do embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, mas com menos apoios do que em 2025.
Segundo informações do The Wall Street Journal, Waltz falava no plenário sobre como o regime de Havana enriqueceu a si mesmo enquanto empobrecia a população, entre outras críticas à ditadura castrista.
Rodríguez e outros diplomatas cubanos começaram a interromper o embaixador americano, aproximando-se da tribuna, batendo nas mesas e solicitando tempo para falar, ao que Waltz respondeu com um grito: “Aqui é a América, meu amigo! Você não pode me silenciar! Afaste-se!”.
Em meio à discussão, um diplomata cubano, Richard Tur de la Concepción, primeiro-secretário da missão de Cuba na ONU, deu um tapa no celular de um representante americano que o filmava e foi expulso posteriormente dos EUA pelo governo Donald Trump.
No dia seguinte, um porta-voz do Departamento de Estado americano disse que “deixamos claro à missão de Cuba que este indivíduo não é bem-vindo nos Estados Unidos e, por isso, ele partiu”.
O confronto ocorreu em um contexto de ampliação da pressão do governo Donald Trump sobre a ilha, com sanções contra agentes, órgãos e empresas estatais do regime comunista e ameaças de medidas contra empresas e países que geravam receitas ou prestavam ajuda para Cuba, o que levou ao corte do fornecimento de petróleo e à saída das principais operadoras internacionais de hotéis da ilha nos últimos meses.
Este mês, uma juíza de Miami emitiu um mandado de prisão contra o ex-ditador cubano Raúl Castro, pelas mortes de quatro ativistas cubano-americanos no abate de dois aviões civis em 1996, caso pelo qual o irmão de Fidel já havia sido indiciado em maio por autoridades federais dos Estados Unidos.