SP tem 41% das denúncias de assédio eleitoral no Ministério do Trabalho

30 de Out de 2026 - 08:50
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SP tem 41% das denúncias de assédio eleitoral no Ministério do Trabalho

São Paulo — O estado de São Paulo registrou 123 denúncias de assédio eleitoral nas primeiras 24h de funcionamento do canal exclusivo criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para receber esse tipo de manifestação. O total corresponde a 41% das denúncias registradas por situações de discriminação no ambiente de trabalho relacionadas ao voto ou ao posicionamento político.Em todo país, ao todo, 298 denúncias de assédio foram feitas no primeiro dia de funcionamento do canal criado pela pasta. O Rio de Janeiro aparece na segunda posição, com 28 denúncias e Minas Gerais na terceira, com 25. Ao todo, o sudeste teve 178 denúncias, quase 60% do total. Leia também Distrito FederalJustiça manda Meta tirar do ar postagens de assédio eleitoral em até 24h BrasilMPT recebeu mais de 3 mil denúncias de assédio eleitoral em 2026 São PauloMPT recebe 134 denúncias de assédio eleitoral em SP desde o fim do 2º turno BrasilAssédio eleitoral no trabalho será ponto de atenção da Justiça em 2026 O canal foi criado pelo ministério na última quarta-feira (28/10), após o crescimento de denúncias de assédio pós-segundo turno das eleições presidenciais.De acordo com os dados da Auditoria-Fiscal do Trabalho, 45 municípios distintos de São Paulo tiveram relatos de assédio eleitoral. Os que tiveram o maior número de denúncias são:São Paulo: 25Campinas: 13São José dos Campos: 10Valinhos: 7Santos: 5Quem pode fazer a denúnciaTrabalhadores que tenham sofrido ou presenciado situações de discriminação no ambiente de trabalho relacionadas ao voto ou ao posicionamento político podem registrar suas denúncias no site criado pelo Ministério do Trabalho.As denúncias serão analisadas e terão tratamento prioritário pela Auditoria-Fiscal do Trabalho em todo o país.Entre as situações que podem ser denunciadas estão a demissão motivada pelo voto ou pelo posicionamento político do trabalhador ou da trabalhadora, ameaças de demissão ou outras represálias relacionadas à escolha política, pressão ou constrangimento para votar em determinado candidato ou candidata e outras formas de discriminação ou assédio eleitoral no ambiente de trabalho.