Aliados de Flávio Bolsonaro reconhecem vitória de Lula e descartam anular eleição
Partidos e lideranças políticas que apoiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial deste final de semana reconheceram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) e defenderam o respeito ao resultado das urnas. O petista foi reeleito ao cargo com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do parlamentar, representando uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos
De acordo com as manifestações divulgadas entre a noite de domingo (25) e a manhã desta segunda-feira (26), Republicanos, MDB, União Brasil e PSD cumprimentaram o presidente reeleito, em contraste com a decisão do senador derrotado de contestar judicialmente a votação.
Na véspera, Flávio Bolsonaro se recusou a reconhecer o resultado sinalizando que pode ter sido prejudicado pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação por mais duas horas. No entanto, o próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, declarou o resultado a favor do petista.
O presidente nacional do partido Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, parabenizou Lula e afirmou que o próximo governo deverá representar também os brasileiros que votaram em Flávio. Ele defendeu o respeito às diferenças políticas e o diálogo com o Congresso Nacional.
O MDB, presidido pelo deputado federal Baleia Rossi, divulgou nota reconhecendo a legitimidade da eleição e afirmando que a reeleição ocorreu de acordo com a Constituição de 1988. A legenda destacou a soberania da vontade popular e desejou serenidade ao presidente para conduzir o próximo mandato.
O União Brasil também reconheceu a vitória. Em nota, o presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, cumprimentou Lula e Geraldo Alckmin (PSB) e defendeu o respeito à decisão dos eleitores. “A soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas, e o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral deve ser respeitado por todos”, afirmou.
O PSD, comandado por Gilberto Kassab, igualmente desejou êxito ao presidente reeleitoe reafirmou seu compromisso com a democracia. “Em defesa do objetivo comum a todos nós, que é o desenvolvimento do Brasil e o bem-estar da nossa população”, pontuou.
Entre os políticos que participaram diretamente da campanha de Flávio, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), eleito senador por Alagoas, reconheceu a escolha dos eleitores e defendeu uma nova etapa de diálogo e responsabilidade política. “O Brasil fez a sua escolha democrática. Agora é hora de trabalhar com diálogo e responsabilidade”, afirmou.
Em São Paulo, o vice-governador Felício Ramuth (MDB) também reconheceu o resultado e criticou a tentativa de questionamento da votação. O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), cumprimentou Lula e manifestou a expectativa de que o próximo governo consiga melhorar a economia e as condições de vida da população.
O PSDB, que não declarou apoio oficial a nenhum dos candidatos no segundo turno, também reconheceu a vitória. Em nota assinada pelo presidente nacional, Aécio Neves, e pelo líder do partido na Câmara, Adolfo Viana, os tucanos cumprimentaram Lula, mas reafirmaram que a legenda “seguirá na oposição com responsabilidade, equilíbrio e firmeza”.
Por outro lado, até a última atualização desta reportagem, outros importantes aliados de Flávio ainda não haviam se pronunciado, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o partido Progressistas apesar do posicionamento individual de Arthur Lira.