Kassab reconhece vitória de Lula e sinaliza cooperação do PSD
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, divulgou uma nota na manhã desta segunda-feira (26) parabenizando o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) pela vitória no segundo turno das eleições, em nome de seu partido.
Kassab lidera um dos maiores partidos do país em número de prefeituras, mas que enfrentou uma queda acentuada de cadeiras no Congresso Nacional. No pleito, decidiu deixar os batidores e foi candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD). Os dois obtiveram mais de 2,6 milhões de votos.
Em sua manifestação, o líder partidário afirmou que sua legenda pretende apoiar tanto iniciativas para enfrentar desigualdades fiscais quanto medidas para garantir o equilíbrio fiscal, para que "tragam confiança àqueles que querem investir no Brasil".
A fala contrasta com a realidade do mercado financeiro na mesma manhã. A Bolsa de Valores acionou o circuit breaker pela primeira vez em seis anos e paralisou por mais de 30 minutos as negociações. O Ibovespa, que reúne as principais ações no Brasil, sofre uma queda que já ultrapassou os 15%.
"Tenho certeza que nossos parlamentares e governadores eleitos seguirão defendendo os bons projetos e manterão a relação republicana com o Governo Federal, em defesa do objetivo comum a todos nós, que é o desenvolvimento do Brasil e o bem-estar da nossa população", concluiu.
Caiado decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O PSD, porém, adotou a neutraliade, deixando seus filiados livres para apoiar qualquer um dos dois candidatos. Do outro lado, nomes como o senador Otto Alencar (PSD-BA) e o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), deram seu apoio ao petista.
Apesar da vitória, Lula terá um cenário desafiador no Congresso. O PL elegeu a maior bancada tanto no Senado quanto na Câmara. Com isso, terá número suficiente para barrar medidas do governo, mas ainda precisaria de alianças para aprovar propostas de emenda à Constituição (PECs) ou retirar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do cargo.