Ciclone extratropical traz chuva forte e massa de ar frio ao Brasil

15 de Out de 2026 - 12:30
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Ciclone extratropical traz chuva forte e massa de ar frio ao Brasil
  • Por Ana Paula Pickler

  • Especial para a Gazeta do Povo

  • 15/10/2026 às 11:38

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Um novo ciclone extratropical deve se formar próximo à costa das regiões Sul e Sudeste entre a noite desta quinta-feira (15) e a madrugada de sexta-feira (16). De acordo com o , o sistema será responsável por mudanças nas condições do tempo, com intensificação das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste e avanço de uma massa de ar frio sobre parte do centro-sul do país.

A formação ocorre a partir da intensificação de uma área de baixa pressão que atua no litoral da Região Sudeste. O ciclone extratropical deve estabelecer uma frente fria sobre o Oceano Atlântico e favorecer a entrada de ar frio, além de provocar rajadas de vento principalmente em áreas do litoral entre o Sul e o Sudeste.

A instabilidade, porém, começa antes da formação do sistema. Nesta quinta-feira, diferentes áreas do Centro-Oeste e do Sudeste já podem registrar .

Ciclone extratropical pode provocar temporais no Sudeste e derrubar temperaturas no Sul

No Sudeste, a previsão indica instabilidade nos quatro estados da região. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo podem registrar pancadas de chuva e tempestades entre quinta e sexta-feira. O cenário é favorecido pela atuação de áreas de baixa pressão e pelo aumento da umidade, condições que contribuem para a formação de nuvens carregadas.

Em São Paulo, a previsão é de mais um dia de chuva nesta quinta-feira, depois dos temporais registrados na quarta (14). Há possibilidade de chuva forte em diferentes áreas do estado, acompanhada de raios, ventos e granizo.

No Centro-Oeste, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal também podem ter pancadas fortes e trovoadas. A instabilidade deve perder força gradualmente depois da passagem do sistema, embora ainda haja possibilidade de chuva em algumas áreas.

A Região Sul terá uma mudança mais evidente nas condições do tempo com o avanço do ar frio. A chuva tende a perder força a partir de sexta-feira, enquanto as temperaturas começam a cair. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem ter períodos de maior nebulosidade e chuva isolada, especialmente nas áreas próximas ao litoral.

O sistema também terá reflexos em outras regiões. Há previsão de pancadas e temporais em áreas do Norte e do Nordeste, enquanto outras partes dessas regiões devem continuar com temperaturas elevadas e baixos índices de umidade.

Há risco de alagamentos e ventos fortes?

A passagem do ciclone extratropical pode aumentar o risco de transtornos associados às chuvas fortes, como alagamentos, enxurradas e quedas de árvores. Em locais onde o solo já esteja encharcado, também pode haver risco de deslizamentos.

As tempestades podem vir acompanhadas de raios, granizo e rajadas de vento. No litoral das regiões Sul e Sudeste, a circulação associada ao ciclone deve favorecer ventos mais fortes.

Por isso, a recomendação é acompanhar os avisos meteorológicos divulgados pelo Inmet e pelas defesas civis estaduais e municipais. Durante tempestades, é importante procurar abrigo em local seguro e evitar permanecer próximo a árvores, postes, estruturas metálicas e áreas abertas.

Em caso de alagamento, a orientação é não atravessar áreas com água corrente, seja a pé ou de veículo. Também é recomendável desligar equipamentos elétricos e o quadro geral de energia se houver risco de a água atingir a instalação.

Afinal, como um ciclone extratropical é formado?

O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão atmosférica típico das latitudes médias. Ele se forma em áreas de contraste entre massas de ar com características diferentes de temperatura e umidade e pode provocar chuva, ventos fortes e queda nas temperaturas.

No caso do fenômeno previsto para esta sexta-feira, o sistema deve se formar próximo à costa das regiões Sul e Sudeste. Segundo o Inmet, inicialmente terá um núcleo relativamente frio e uma estrutura assimétrica, ainda pouco organizada.

Depois, o ciclone extratropical deverá passar rapidamente por uma fase de núcleo mais aquecido e menos profundo. Na sequência, voltará a apresentar características de núcleo frio profundo.

Durante seu deslocamento em direção ao Atlântico Sul, o sistema avançará sobre águas progressivamente mais frias. A temperatura da superfície do mar no trajeto deve cair de aproximadamente 23°C para 14°C.

Essa evolução favorece a manutenção das características extratropicais do sistema e a entrada de ar frio sobre o centro-sul do Brasil, principalmente durante o fim de semana.

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