Control Resonant é mais uma prova da genialidade da Remedy e mostra que o céu é o limite para a desenvolvedora

18 de Set de 2026 - 11:40
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Control Resonant é mais uma prova da genialidade da Remedy e mostra que o céu é o limite para a desenvolvedora

Eu não sou o maior fã da discussão de que videogames são uma forma de arte, porque sempre acredito que, nesses debates, sempre ficamos comparando os jogos com outros meios e, entre isso, acabamos apequenando uma mídia tão fantástica. Mas, sempre que me perguntam se games são arte, a Remedy Entertainment me vem à cabeça. O estúdio finlandês é de tamanha genialidade que sempre me impressiona e, em , essa característica única e marcante é ressaltada mais uma vez.

Desde o anúncio, Control Resonant me chamou a atenção, principalmente pela ousadia em alterar o gênero do jogo — sair de um shooter em terceira pessoa para um hack and slash é uma aposta e tanto. Após 23 horas de jogo, a sensação que me ficou é que o céu é o limite para eles.

Dois irmãos, um objetivo

A jornada de Dylan Faden, irmão de Jesse, que assume o protagonismo da franquia nesse título, é impressionante, divertida, doida, digna de loucuras, metalinguagens e simbolismos que somente a Remedy é capaz de reproduzir — e também é difícil, tal qual alguns hack and slashs clássicos do PlayStation 2 (estou falando de você mesmo, Devil May Cry 3).

O estúdio não poupa em ousadia na troca de jogabilidade, que me surpreendeu desde o primeiro momento. Agora livre das amarras dos grandes salões e cômodos brutalistas da Antiga Casa, o jogo oferece uma Manhattan distorcida e confusa que desafia o jogador a se encontrar em meio a esse caos.

Control Resonant é quase um espelho do primeiro jogo; no primeiro capítulo da franquia, estamos com Jesse e estamos em busca de Dylan, mas, agora, estamos com Dylan em busca de Jesse. No meio disso, saímos da Antiga Casa e vemos que o Ruído está à solta pela cidade e, junto da agente Zoe De Vera, precisamos impedir isso enquanto procuramos por Jesse.