EUA aprovam venda de caças F-35 à Arábia Saudita em meio a ataques houthis

18 de Set de 2026 - 07:10
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EUA aprovam venda de caças F-35 à Arábia Saudita em meio a ataques houthis

A administração Trump afirmou nesta quinta-feira (18) que aprovou uma potencial venda de caças F-35 à Arábia Saudita, em um acordo de bilhões de dólares que ampliaria a capacidade militar do aliado do Golfo em meio à ameaça de expansão da guerra no Oriente Médio.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou a proposta de venda dos caças Lightning II e de equipamentos relacionados, avaliada em US$ 24,3 bilhões, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira.

A Arábia Saudita solicitou a compra de 48 caças com decolagem e pouso convencionais, além de 49 motores Pratt & Whitney F135-PW-100, informou o comunicado.

“Essa venda proposta apoiará os objetivos de política externa e segurança nacional dos Estados Unidos ao melhorar a segurança de um importante aliado não pertencente à Otan, que é uma força de estabilidade política e progresso econômico na região do Golfo”, acrescentou o departamento.

Se a produção e a entrega forem concluídas, a Arábia Saudita será apenas o segundo país do Oriente Médio a operar os avançados caças furtivos, ao lado de Israel — o que poderia alterar o equilíbrio do poder militar na região, uma possibilidade negada pelo governo dos EUA.

Caça F-35 • 19/07/2024 REUTERS/Marco Garcia

Pela política americana, Washington é obrigado a garantir que Israel mantenha uma “vantagem militar qualitativa”, o que, na prática, significa assegurar que o país tenha acesso a armas americanas mais avançadas do que outros Estados árabes da região.

“A venda proposta desses equipamentos e serviços de apoio não alterará o equilíbrio militar na região”, afirmou o Departamento de Estado.

A administração Trump notificou formalmente o Congresso sobre a venda, que agora precisa ser aprovada pelos parlamentares.

A notícia foi divulgada poucos dias depois de instalações de petróleo e bases militares sauditas terem sido atacadas pelos houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, em uma escalada que ameaça ampliar os conflitos na região.

O conflito entre a Arábia Saudita e os houthis, que voltou a se intensificar em julho, inclui ataques com drones e mísseis contra instalações petrolíferas sauditas, interrompendo operações e ameaçando rotas de abastecimento em meio a preocupações com os preços do petróleo.

Soldados Houthis
Soldados Houthis • Mohammed Huwais/AFP/Getty Images via CNN Newsource

A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis durante a guerra civil de uma década no Iêmen afirmou que irá “confrontar resolutamente a postura hostil” do grupo. Segundo uma fonte familiarizada com o pensamento do governo saudita, diplomatas do país têm buscado recentemente o apoio de Washington para reagir aos ataques.

Na semana passada, os houthis avançaram rapidamente sobre instalações costeiras no Mar Vermelho fundamentais para o transporte marítimo. Generais iemenitas pediram apoio aéreo à Arábia Saudita, sua aliada, mas o país não apareceu, segundo uma autoridade iemenita de alto escalão ligada às forças militares que falou à CNN.

O controle efetivo do Irã sobre o Estreito de Ormuz, somado ao aumento de sua influência sobre o Estreito de Bab al-Mandeb, agora ameaça elevar ainda mais os preços do petróleo, poucas semanas antes das Eleições de Meio de Mandato nos Estados Unidos, em novembro.

O Departamento de Estado afirmou nesta quinta-feira que a venda proposta vai melhorar a “capacidade do reino de dissuadir ameaças atuais e futuras” e “ampliar sua capacidade de autodefesa ar-ar e ar-solo”.

A Arábia Saudita demonstra há anos interesse pelo caça da Lockheed Martin e fez um pedido direto pelos aviões no início de 2025 ao presidente Donald Trump, que transformou as vendas de armas para o país em uma de suas prioridades durante o mandato.

Em 2025, os EUA aprovaram um pacote de armas de quase US$ 142 bilhões para o reino, descrito pela Casa Branca como “o maior acordo de cooperação em defesa” de sua história, segundo a Reuters.

O caça furtivo F-35 Lightning II, desenvolvido pela Lockheed Martin a pedido das Forças Armadas dos EUA, é considerado o caça mais avançado do mundo por suas vantagens contra adversários. O programa também é o mais caro da história dos EUA na área de armamentos.

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