Mini-índice (WINV26): quais suportes e resistências monitorar hoje?

Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (17/09) em alta de 0,26%, aos 188.280 pontos, após um pregão marcado por volatilidade. O Ibovespa avançou 0,24%, aos 185.992,03 pontos, após chegar a cair 1,24% com a reação negativa ao reajuste de 15% do Bolsa Família. O índice recuperou as perdas quando o mercado passou a avaliar que a medida poderia ter efeito eleitoral limitado. No exterior, Wall Street e as bolsas europeias subiram com a queda dos Treasuries e do petróleo, além do avanço das ações de tecnologia. Na B3, Vale (VALE3) subiu 2,07%, Petrobras (PETR3; PETR4) recuou 0,04% e os bancos terminaram sem direção única.
Para os traders de mini-índice, o foco estará no Boletim Macrofiscal de setembro, que poderá dimensionar os riscos para as contas públicas, e na produção industrial dos Estados Unidos. A sustentação da recuperação dependerá ainda do comportamento de Vale, Petrobras e bancos, além da reação dos juros futuros ao corte da Selic para 13,75%. O cenário eleitoral e a evolução das bolsas internacionais, dos Treasuries e do petróleo também deverão orientar o contrato.
Análise do gráfico de 15 minutos
Na minha leitura do gráfico de 15 minutos, o mini-índice encerrou a última sessão no campo positivo e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Apesar da volatilidade, o fechamento preservou a possibilidade de continuidade da recuperação no curtíssimo prazo.
Para prolongar o fluxo de alta, será necessária a entrada de compradores capaz de superar a resistência de 188.520/189.085 pontos. O rompimento dessa faixa poderá levar o contrato até 189.555/190.075 pontos. Se a valorização ganhar consistência, o alvo mais longo estará em 190.585/191.060 pontos.
No sentido contrário, acompanho inicialmente o suporte de 187.815/186.410 pontos. A perda dessa região poderá estimular a entrada de fluxo vendedor e levar o mini-índice até 184.420/183.670 pontos. Em uma correção mais intensa, o próximo objetivo estará em 182.665/181.970 pontos.
No gráfico diário, observo que o mini-índice voltou a subir e retomou o fluxo positivo em uma sessão de recuperação. O contrato permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a estrutura técnica de alta.
Para confirmar o pullback e buscar patamares mais elevados, o WINV26 precisa superar a resistência de 191.930/192.115 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos estarão em 195.030/199.500 pontos.
Uma retomada da correção dependerá da perda da região formada pelas médias móveis e pelos suportes de 187.080/183.670 pontos. Caso essa faixa seja rompida com volume, a pressão vendedora poderá aumentar e abrir caminho para 176.100/167.975 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 63,44 pontos, dentro da região neutra, mas relativamente próximo da zona de sobrecompra. O indicador ainda demonstra força compradora, embora recomende atenção a eventuais realizações conforme o contrato se aproxima das resistências.
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WINV26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, vejo que o mini-índice encerrou a sessão em alta e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração melhora o quadro de curto prazo e mantém aberta a possibilidade de continuidade da recuperação.
Para prolongar o movimento positivo, o contrato precisa superar, com volume comprador, a resistência de 188.810/189.730 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos estarão em 191.060/191.930 pontos e, posteriormente, em 192.495/195.030 pontos.
Para retomar o fluxo de baixa, o mini-índice precisará romper a região de suporte de 187.660/185.775/184.465 pontos. A perda dessa faixa poderá levar o contrato até 183.670/181.970 pontos. Em uma correção mais ampla, o alvo mais longo estará em 178.610 pontos.
(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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