Marcão admite falta de efetividade, mas considera Fluminense vivo por vaga na final: "Acreditamos ainda mais"

15 de Out de 2026 - 01:30
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Marcão admite falta de efetividade, mas considera Fluminense vivo por vaga na final: "Acreditamos ainda mais"

Equipe tricolor viu os paulistas abrirem 2 a 0, mas gol de Wesley Natã no fim mantém esperança por classificação na Libertadores

Fluminense 1 x 2 Palmeiras | Melhores momentos | Ida da semifinal | CONMEBOL Libertadores 2026

O largou em desvantagem na semifinal da Libertadores,. Ao fim da partida, o técnico Marcão analisou o desempenho de sua equipe.

Para o treinador, o Fluminense teve uma boa atuação durante parte do jogo, mesmo diante da postura defensiva do adversário. O baque dos dois gols sofridos em contra-ataques, porém, exigiu uma postura mais agressiva.

— Na parada técnica, pedi para que a gente fosse mais efetivo, colocasse a bola na área, bola rápida para atacar esse espaço. Se não a gente ia ficar eternamente trocando bola. Lógico que não é o resultado que queríamos, mas acho que podemos ajustar bem, ir a São Paulo e buscar uma vitória que é normal. É o time de guerreiros, o Fluminense é um time para quem acredita. E depois desse gol (de Wesley Natã), a gente acredita ainda mais - disse o treinador.

Marcão, técnico do Fluminense, em Fluminense x Palmeiras, pela semifinal da Libertadores — Foto: André Durão

Com o controle da posse de bola, o Fluminense construiu algumas chances de gol, mas pecou nas finalizações e viu o adversário abrir o placar e, na sequência, ampliar. Nos minutos finais, a entrada do jovem Wesley Natã foi fundamental para o time descontar e ir para o jogo de volta, em São Paulo, em situação menos desconfortável.

Marcão explicou a escolha pelo jovem atacante em detrimento de Soteldo, que permaneceu no banco de reservas até o final.

— Acho que o jogo se desenhou para isso. Eu precisava de um homem de um para um, aproveitamos. A gente tem o Soteldo também, que hoje a gente não colocou, mas a gente aproveitou realmente a boa fase do Wesley. Ele já vem entrando bem e vem dando respostas. Mais uma vez, ele criou uma situação do lado de campo. E na hora que precisou estar dentro da área, ele foi muito efetivo e fez o gol e deu essa condição. E naturalmente, está crescendo, jogando jogos importantes, trabalhando muito no dia a dia e por isso está tendo oportunidade. Em algum momento vai chegar o momento dele de sair jogando.

Veja outras respostas do treinador:

Marcão confia em classificação em São Paulo: "Fluminense é para quem realmente acredita"

- Imaginamos que o Palmeiras viria com um terceiro zagueiro, com zagueiros que pressionam no campo adversário. Por isso, optamos pelo Ganso. Ele jogou muito bem até ser substituído. Sabíamos como o Palmeiras marca e, nessa situação, faltou um pouco de criatividade quando os zagueiros deles saíam para pressionar. Depois que tomamos o segundo gol, foi o momento em que nossa equipe menos produziu, por isso buscamos algumas mudanças. Tentamos variar com Lucho e Castillo. Sentimos um pouco a falta do nosso pivô; era um jogo importante para contar com Hulk. Depois, colocamos Soteldo. Criamos algumas situações de profundidade com as características que o Serna nos entrega e, depois, com o Wesley (Natã). São jogadores bem posicionados, que exigem muita movimentação. Na parada técnica, pedi que fôssemos mais efetivos, colocássemos a bola na área e acelerássemos a circulação para atacar esse espaço. Senão, a gente ia ficar eternamente trocando passes. Lógico que não é o resultado que queríamos, mas acho que, a partir do que fizemos, podemos ajustar bem, ir a São Paulo e buscar uma vitória, o que é perfeitamente possível. É um time de guerreiros. O Fluminense é um time para quem acredita e, depois desse gol, a gente acredita ainda mais.

— Já passamos por várias situações. Teve o gol do John Kennedy, o jogo contra o Rivadavia. Jogos difíceis, desacreditados, mas internamente somos muito fortes. Sabemos da responsabilidade, do compromisso que temos lá em São Paulo. Mas temos convicção e fé de que podemos fazer um grande jogo lá como foi em 2023 e em 2024 lá no Palestra. Também precisávamos ganhar contra uma situação de descenso. Conversamos no vestiário, todos muito tristes pela derrota, mas com muita confiança de que podemos ir a São Paulo e conseguir a vitória que nos traga a classificação.

Sobre estratégia pro jogo de volta

— Trabalhar essa última parte do campo, analisar realmente todo jogo, o que o Palmeiras tem feito nessas últimas partidas. Acredito que eles não vão mudar, jogando em casa, o que eles vêm jogando. Jogam de uma maneira segura e está dando certo, mas acredito que a gente consiga criar algumas variações em cima disso para o jogo da volta. Talvez jogar com dois homens mais centralizados, segurando. É lógico que a gente vai buscar a melhor variação do jogo. Vamos com calma, avaliar isso. Tem uma semana, tem o jogo do Santos e pensando também no jogo do Palmeiras, o que a gente pode fazer para furar essa defesa, que é muito forte.

— Na verdade, no primeiro tempo, nossa equipe teve grande superioridade e, por causa disso, nossos extremos pegavam essa bola por dentro. Foi aí que a gente criou algumas situações. Aí, no segundo tempo, com a vantagem, eles baixaram a linha e organizaram melhor a equipe deles, e foi diminuindo o espaço, e o campo ficou menor, e foram criando situações na maneira deles, forte de jogar, e tivemos que repensar o que fazer. Foi isso que aconteceu e aí, no momento, pensamos em botar um ponta rápido, de drible, pra furar essa defesa muito compacta.

Confiança para o jogo de volta e partida contra o Santos

— Batemos palma de pé pro nosso torcedor, tudo que eles fizeram durante essa semana, de confiança, de entrega. Terminaram o jogo aplaudindo nossos jogadores, entendendo que buscamos esse gol o tempo todo. Um primeiro tempo muito forte. No segundo, eles acertaram mais a marcação, mas, ainda assim, tivemos a posse. Lógico que vamos buscar variações pra furar, mas muita confiança. A gente sabe que esse jogo domingo não é teste, é o Santos, uma equipe que tá em uma crescente. Vamos ter que buscar forças, concentrar, ver quem tá bem e fazer um grande jogo pra elevar nossa confiança e depois fazermos um bom jogo na quarta-feira. Uma vitória sempre ajuda e é o que a gente vai tentar fazer.

Marcão cogita chance para Wesley Natã entre titulares do Fluminense: "Vem dando respostas"

— Sim. Nas paradas e no intervalo falamos sobre isso. Uma equipe que joga com linha de cinco a gente faz uma construção 3-2, 3-1. Se o lateral estiver interno, o ponta tem que estar aberto. A mesma coisa se o ponta estiver aberto, o lateral tem que estar interno. Foi assim que saiu o gol, e buscamos variações para furar o bloqueio do Palmeiras. Lógico que tem várias situações para a gente corrigir, melhorar, furar a defesa deles no jogo da volta. Mas fica mais próximo do acerto do que de muita coisa errada. De tudo que fizemos, acho que conseguimos criar variações para furar a defesa deles lá em São Paulo.

— Sim. No primeiro tempo estivemos mais perto disso, furamos um pouco a linha deles, estavam um pouco mais espaçados. Eles dividem bem os cinco de trás e os cinco da frente. São muito fortes nisso. No segundo tempo, como foi dito, baixaram a linha e não conseguimos construir nas costas do volante. O espaço estava curto, menor. Criamos algumas situações. Além dos cruzamentos, faltou sim algumas finalizações de fora da área. É algo que podemos preparar e treinar para, se acontecer no jogo de São Paulo, a gente fazer.

— São momentos diferentes. A gente jogou com um ponta que atacava um pouco o espaço, que é o Canobbio, e jogamos com o Savarino que criava uma situação mais interna. Mas no primeiro momento a gente realmente queria tirar os zagueiros do Palmeiras de dentro da área para criar esse espaço. Eu acho que em cima disso que eu tenho que trabalhar para São Paulo, aqui imaginando. No primeiro tempo funcionou bem, criamos muitas situações de aproximação, terceiro homem, o jogo combinado. Fomos muito superiores e criamos algumas situações que poderia ter terminado em gols. Só que no segundo tempo, quando a equipe baixa um pouquinho, a gente não conseguiu criar tanta situação, por isso que a gente pensou, precisa de um cara, de um jogador que que tem um para um e que jogue nesse espaço curto e foi nisso que a gente pensou, no Soteldo, no Wesley. Foi isso que aconteceu, na primeira bola que ele pegou, ele já foi para cima, já incendiou, já trouxe o torcedor de novo para cima. E foi isso que a gente pensou, vamos avaliar para o jogo da volta qual a melhor situação para encará-los.

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