Mulher confunde dor com lesão muscular e descobre câncer de pulmão
Ao voltar de férias, Charlie Maxwell, de 44 anos, do Reino Unido, acreditou que a dor nas costas e nas costelas do lado esquerdo fossem consequência de carregar uma mochila pesada.O desconforto, porém, persistiu e, após um episódio de falta de ar e uma investigação médica, ela recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão em estágio quatro com disseminação para uma costela.Charlie compartilha em suas redes sociais que nunca havia fumado e era ex-jogadora de rúgbi. Inicialmente, interpretou a dor como uma lesão muscular e adiou a procura por atendimento, por acreditar que pouco poderia ser feito para aliviar um problema nas costelas. Com o passar do tempo, o incômodo começou a atrapalhar atividades simples, como soprar um apito e dormir do lado esquerdo. Ela também percebeu que a dor aparecia ao rir ou soprar, embora não ocorresse quando movimentava o corpo. Leia também SaúdeAnvisa autoriza novo medicamento contra câncer de pulmão avançado MundoCâncer de pulmão: diagnosticado, Leão XIV tem histórico familiar da doença SaúdeParar de fumar reduz risco de câncer de pulmão mesmo após anos de consumo SaúdePesquisa descobre mutação genética relacionada ao câncer de pulmão Durante uma visita à irmã, na Espanha, Charlie ficou sem fôlego ao subir um lance de escadas e precisou parar para se recuperar. A dificuldade chamou sua atenção porque, mais cedo, havia nadado e caminhado sem problemas. Foi a partir daquele episódio que decidiu procurar o médico.Os médicos demonstraram preocupação, mas Charlie não conseguiu ser encaminhada pelo protocolo de investigação de câncer em duas semanas, em razão da idade e da ausência de histórico de tabagismo. A orientação foi procurar diretamente o pronto-socorro.No hospital, ela fez uma radiografia do tórax e recebeu alta. Duas semanas depois, no entanto, um telefonema mudou o rumo da investigação: um radiologista havia identificado uma sombra no pulmão ao revisar o exame. Nos dias seguintes, veio a confirmação do câncer de pulmão em estágio quatro, que já havia alcançado uma costela.Principais sinais:Tosse persistente e rouquidão.Sangue no escarro.Dor no peito e piora da falta de ar.Perda de peso e de apetite.Cansaço, fraqueza e infecções respiratórias recorrentes.Câncer de pulmão também ocorre em quem nunca fumouSegundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo é a principal causa da doença, mas pessoas que nunca fumaram também podem desenvolvê-la. Poluição do ar, fatores genéticos, histórico familiar e exposição a substâncias como amianto e radônio estão entre os fatores de risco.O instituto informa que os sintomas geralmente surgem quando o câncer já está avançado, embora possam aparecer no início.Como o diagnóstico é confirmadoConforme o INCA, radiografia e tomografia do tórax ajudam na investigação inicial, enquanto a biópsia permite confirmar o câncer. Outros exames avaliam a extensão da doença e orientam o tratamento, que também deve incluir o controle de sintomas, como dor e falta de ar.Ao compartilhar sua história, Charlie relatou que gostaria de ter procurado ajuda antes e incentivou outras pessoas a investigar alterações persistentes no corpo. Para ela, a experiência mostrou como sintomas inicialmente atribuídos a situações cotidianas podem precisar de avaliação médica.