PCDF investiga suástica e cartaz de Flávio Bolsonaro com bigode de Hitler

15 de Out de 2026 - 03:20
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PCDF investiga suástica e cartaz de Flávio Bolsonaro com bigode de Hitler

A , por meio da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), deflagrou uma operação de busca e captura para identificar e prender os responsáveis pela confecção, distribuição e colagem de panfletos que associam o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o número 22 ao nazismo. Nos cartazes espalhados pela cidade, a imagem do senador e candidato à Presidência surge caracterizada com o bigode de Adolf Hitler, enquanto a grafia do número 22 foi estilizada para fazer analogia direta à suástica nazista.

De acordo com as autoridades policiais, a gravidade e o teor da manifestação elevam o caso ao enquadramento da legislação que pune severamente a exposição, divulgação e dissimulação de símbolos e iconografia nazista no país.

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“Estamos nas ruas para prender esses autores, já que a exposição pública de símbolos nazistas torna o crime permanente”, declarou o delegado-chefe da 3ª DP, Victor Dan. A equipe de investigadores confirmou que já identificou parte dos envolvidos e que todos serão devidamente indiciados com base na lei antirracismo e de combate ao nazismo.

Perícia em cartazes

Na manhã dessa quarta-feira (14/10), peritos do Instituto de Criminalística (IC) foram mobilizados até os pontos de colagem no Cruzeiro Velho e no Sudoeste. O objetivo da ação pericial é colher impressões digitais nos papéis, postes, muros e para-brisas atingidos para consolidar as provas materiais contra os infratores.

Imagens de câmeras de monitoramento obtidas pela coluna Na Mira revelam detalhes da dinâmica criminosa:

  • Trio de suspeitas: as filmagens mostram três mulheres caminhando pelas vias públicas portando sacolas cheias de material impresso;
  • Modus operandi: em trechos gravados, o trio aparece afixando os cartazes em muros, placas de sinalização e distribuindo “santinhos” falsos nos para-brisas de veículos estacionados;
  • Expansão territorial: embora a centralidade da apuração esteja no Cruzeiro Velho, foram confirmados pontos de colagem idênticos na região do Sudoeste, evidenciando uma ação coordenada.

Impacto eleitoral

Paralelamente às acusações de apologia e difamação nazista, os investigadores da PCDF apuram o impacto eleitoral da distribuição dos panfletos falsos envolvendo a governadora Celina Leão.

O material impresso associa intencionalmente a imagem da governadora ao número 22, em uma clara tentativa de ludibriar os eleitores nas urnas, uma vez que o número oficial da candidata registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o 11.

Dados do TSE mostram que, no primeiro turno, mais de 26 mil eleitores do DF anularam o voto para governador ao digitarem o número 22 nas urnas eletrônicas. A Polícia Civil segue em diligências ininterruptas no local para localizar as três suspeitas e esclarecer todas as conexões por trás da produção da propaganda irregular.