Trump bane CNN e jornal de coberturas na Casa Branca e ameaça outros veículos que publicarem “fake news”

18 de Set de 2026 - 17:10
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Trump bane CNN e jornal de coberturas na Casa Branca e ameaça outros veículos que publicarem “fake news”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, baniu nesta sexta-feira (18) as emissoras CNN e MS NOW (MSNBC) e o jornal Politico das coberturas na Casa Branca e ameaçou ampliar a medida para outros veículos que, segundo ele, publiquem “fake news” sobre seu governo.

Trump anunciou a decisão por meio de um post feito na Truth Social e afirmou que ela entra "em vigor imediatamente". O republicano acusou os três veículos de divulgarem de forma recorrente "informações falsas" sobre sua Presidência, seu governo "e os Estados Unidos".

“Veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou noticiar constantemente ficção e mentiras quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América”, escreveu Trump. No fim da publicação, ele acrescentou que “outros veículos de mídia que divulgam notícias falsas serão banidos em breve.”

O presidente não informou quais outras empresas jornalísticas poderão ser incluídas numa eventual nova rodada de restrições nem detalhou quais reportagens motivaram especificamente a decisão desta sexta-feira.

Trump dirigiu críticas específicas ao jornal Politico, acusando o veículo de ter recebido cerca de US$ 8 milhões em assinaturas do governo federal durante o governo do ex-presidente democrata Joe Biden. Ele classificou os pagamentos como “ilegais” e sugeriu que teriam servido para manter a empresa em funcionamento.

O caso remonta a uma polêmica de fevereiro de 2025, quando dados oficiais mostraram que diferentes órgãos do governo federal haviam desembolsado cerca de US$ 8,1 milhões em contratos com o Politico no ano fiscal de 2024, principalmente para assinaturas de serviços do jornal, como o Politico Pro. O valor não correspondia a subsídios ou repasses diretos ao veículo: eram pagamentos por assinaturas contratadas por diversas agências.

A MS NOW, por sua vez, é o novo nome da emissora MSNBC. Trump aproveitou a mudança para ironizar a emissora e afirmou que a alteração ocorreu devido à "baixa audiência e à falta de credibilidade".

Até o momento, CNN, MS NOW e Politico não divulgaram resposta sobre a decisão.

A medida abre uma nova frente na disputa entre Trump e parte da imprensa americana. Em fevereiro de 2025, a Casa Branca restringiu o acesso da Associated Press (AP) ao Salão Oval, ao Air Force One e a outros eventos presidenciais depois que a agência decidiu continuar utilizando a denominação “Golfo do México”, apesar de Trump ter determinado oficialmente o uso de “Golfo da América” pelo governo federal.

A AP levou o caso à Justiça. Um juiz federal concluiu inicialmente que o governo não poderia excluir um veículo de eventos abertos a outros jornalistas em razão de sua linha editorial ou do conteúdo de suas publicações. A disputa continuou nos tribunais, e uma corte de apelações suspendeu posteriormente os efeitos da decisão do juiz que havia determinado a restauração do acesso da AP, enquanto o mérito do processo seguia em análise.

O novo veto pode provocar questionamentos semelhantes envolvendo a Primeira Emenda da Constituição americana, que protege a liberdade de expressão e de imprensa. A Casa Branca sustenta, em disputas anteriores, que cabe ao governo definir quais jornalistas terão acesso a espaços presidenciais restritos, enquanto organizações de imprensa argumentam que a administração não pode discriminar veículos com base no conteúdo de sua cobertura.