Análise: Atlético-MG faz jogo de manual e coloca um pé na final da Sul-Americana

15 de Out de 2026 - 05:10
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Jogo de videogame e atuação de gala dos atacantes. Era tudo o que o precisava para encaminhar a vaga para a grande final da Sul-Americana. Fez isso com maestria ao vencer por 3 a 0 em sua casa. Tatuado com "obsessão" no peito, o Galo seguiu o roteiro de manual, espantou alguns fantasmas e chega mais confiante do que nunca para defender a vantagem fora de casa.

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É verdade que o Montevideo City Torque não era um adversário que colocava "medo". Ainda assim, o Galo foi desconfiado e sem crista alta para o jogo. escalou o melhor time à disposição.

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Sem Fred, optou por Victor Hugo no meio de campo. Alan Franco foi escolhido como lateral-direito, no lugar de Natanael. Formação quase irretocável. Os minutos iniciais foram de maior tensão. Ainda que melhor, o Atlético ficou preso na retranca e teve dificuldades para finalizar.

Mas a pressão foi grande. Com Bernard de ala e Lodi mais recuado, a serviço da marcação, o Galo tentou algumas vezes e até chegou a abrir o placar (duas vezes!) com Lodi e Lyanco. Os dois, contudo, estavam impedidos. Nada feito.

Jogadores do Atlético-MG comemoram gol pela Sul-Americana — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Domínguez então pediu para Bernard apoiar na marcação e não se infiltrar tanto pelo lado. Depois da pausa para a hidratação, o Galo voltou frenético, tentou muito com Cuello, um dos protagonistas. Gabriel Delfim precisou trabalhar uma única vez. E, como o esperado, fez defesa milagrosa e salvou o time.

O Atlético soube responder à altura. Em jogada de videogame, por cima e lançou Victor Hugo. O camisa 30 foi inteligente, levantou a cabeça e viu Reinier chegar bem na área. O atacante recebeu na pinta e bateu para o gol.

A partida ficou toda desenhada para o Galo, que contou mais uma vez com o apoio incondicional da torcida. Os atleticanos presentes fizeram a festa e terminaram de exorcizar qualquer fantasma presente na Arena MRV.

Um dos destaques da partida, Bernard apareceu com qualidade e fez bela jogada individual para anotar o segundo gol do Atlético. O time não se mostrou conformado. A pressão seguiu alta, enquanto o City Torque mal tocou na bola.

Após o intervalo, o Atlético não voltou mexido em peças. Bernard foi para o lado direito, e Cuello ficou no esquerdo. Depois de alguns minutos, Domínguez percebeu que poderia já descansar alguns dos jogadores. As trocas foram certeiras e não abaixaram o nível do futebol apresentado.

Thiago Borbas foi acionado e teve oportunidade de mostrar a que veio. Em caminhada crescente na equipe de Domínguez, ele aproveitou bem o passe de Lodi e estufou as redes para "girar a faca". Vantagem maiúscula decretada.

Thiago Borbas gol Atlético-MG Montevideo City Torque — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Diante do City Torque, o Atlético reafirmou o potencial construído no pós-Copa sob o comando de Domínguez. Preciso e fatal quando tem oportunidade, o Galo fez valer o favoritismo e está a um (pequeno) passo da final da Sul-Americana.

O time já deixou para trás alguns dos fantasmas das temporadas passadas. Em 2024 e 2025, apesar de ter disputado finais de Copas, chegou até lá aos trancos e barrancos, com o Brasileiro por um fio. O cenário deste ano traz confiança para além do horizonte. Elenco entrosado e um comandante "dono do jogo", sem firulas e, principalmente, sem resquícios de negatividade.

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