Apple garante acesso a evidências em processo contra a OpenAI

28 de Out de 2026 - 12:30
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Apple garante acesso a evidências em processo contra a OpenAI

Em mais um desdobramento do processo da Apple contra a , a Maçã obteve a liberação de acesso aos registros dos seus ex-funcionários, pivôs de uma acusação de apropriação indevida de segredos industriais.

De acordo com os pedidos concedidos pelo juiz Edward Davila [PDF], e deverão fornecer os dispositivos utilizados para armazenar as informações confidenciais da Apple, bem como as contas e os aplicativos que as continham, o histórico de uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) e quaisquer dados que possam ter sido destruídos.

Da parte da OpenAI, representantes da empresa e da io Products prestarão depoimentos sobre tecnologias de baterias e processos de acabamento de metais da Apple, bem como deverão entregar informações sobre a condução das entrevistas com ex-funcionários da Maçã, incluindo a presença (ou não) de dados confidenciais durante essas conversas, além dos documentos de registro das contratações, cuja entrega já havia sido autorizada.

Entenda o histórico

Em julho, a Apple processou a OpenAI por suposto roubo de segredos comerciais e propriedade intelectual, enviando advertências legais individuais aos ex-funcionários envolvidos nessas acusações.

A dona do ChatGPT argumentou que o processo seria forjado e “sem fundamento” e solicitou o arquivamento, cuja justificativa — distorção de conduta dos funcionários — foi rebatida pela Apple. Com isso, Davila decidiu seguir com o caso.

Depois de supostamente obter evidências de que seus segredos comerciais foram utilizados por Liu — que também teria tentado apagar os rastros disso —, a Apple pediu uma autorização para dar início à produção de provas, movimento seguido de um compromisso da companhia de Sam Altman de não fazer uso desses segredos comerciais, ainda que as acusações da Apple sejam negadas pela OpenAI.

Apesar de estar intimamente envolvido no desenvolvimento de hardware da OpenAI, o ex-funcionário histórico da Apple — e fundador da io Products —, Jony Ive, não foi citado no processo até o momento, o que, segundo Mark Gurman, pode estar relacionado tanto à falta de materialidade para associá-lo ao caso quanto à proximidade de Ive com a viúva do seu ex-chefe (e amigo) Steve Jobs, Laurene Powell Jobs.

Embora o juiz Davila tenha rejeitado os pedidos da Apple para depoimentos de representantes das empresas e para detalhamentos sobre os dispositivos e contas da OpenAI, os réus têm até 14 dias para apresentar os registros cujas solicitações foram concedidas e responder aos questionamentos feitos pela Apple.

via 9to5Mac