Corregedoria prende policial suspeito de sequestrar comerciantes em SP
O policial civil Rafael Juergen Shult (imagem em destaque) foi preso, na manhã desta quinta-feira (24/9), quando foi à Corregedoria da Polícia Civil, no centro paulistano, para prestar depoimento.
Ele acreditava que um mandado de prisão temporária de 30 dias, vencido na segunda-feira (21/9), não havia sido renovado pela Justiça e, por isso, foi até o órgão fiscalizador para prestar depoimento, acompanhado do advogado.
O agente de 2ª classe é apontado como possível líder de um grupo armado, com características de milícia, que extorque dinheiro de comerciantes e, também, de criminosos. Para isso, o grupo usava ao menos duas falsas viaturas, apreendidas durante a investigação, para sequestrar as vítimas (assista abaixo).
A existência do bando, cuja liderança é atribuída ao policial, veio à tona após imagens de uma câmera de monitoramento flagrarem Rafael Shult, o irmão dele Gustavo Henrich Schult — atualmente foragido da Justiça — e outros comparsas sequestrando um suposto traficante, em 12 de agosto na zona leste paulistana.
Sequestro de suposto traficante
Como revelou a coluna, Schult é lotado no 78º Distrito Policial (Jardins) e teve a prisão temporária solicitada no âmbito da investigação conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil.
As imagens reveladas pelo Metrópoles mostram o policial civil e outros dois homens armados abordando um homem que, segundo fontes policiais que acompanham o caso, seria traficante de drogas.
Rendido, algemado e levado
A abordagem termina com disparos de fuzil. O suposto traficante é agredido, rendido, algemado e colocado dentro de uma Chevrolet Trailblazer, veículo semelhante aos utilizados, sem identificação ostensiva, pela Polícia Civil paulista.
Antes de levarem o homem, os suspeitos aparecem nas imagens pegando uma sacola. Segundo relatado pelo próprio homem sequestrado, em depoimento, o saco plástico continha um pedaço de rapadura — que seria supostamente vendida como maconha, em um golpe.
A vítima acreditava que o policial seria um “playboy” com o qual havia negociado a droga pela internet e, Rafael Shult, acreditava — segundo a investigação — que iria extorquir um traficante.
Além de Rafael Shult, o também policial civil Milton Massaru Nakayama, o Japa, também foi preso, em 22 de agosto, suspeito de integrar o bando.
A defesa dos dois agentes não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.