Drones sobrevoam São Paulo e identificam problemas em redes de alta tensão
Drones com sensores estão sobrevoando São Paulo para ajudar a Enel à identificar pontos das redes de alta tensão que precisam de manutenção, além de identificar pontos que estão prejudicados e podem evoluir para falhas. Cerca de 759 voos de inspeção já foram realizados.
Segundo a Enel, a escolha de utilizar drones foi tomada pois eles ampliam a capacidade de inspeção nas áreas urbanas, regiões de vegetação densa, travessias, subestações e locais de difícil acesso.
A CNN Brasil teve acesso à informação em primeira mão.
Por ser um objeto que pode se aproximar dos equipamentos de eletricidade, o drone registra imagens de melhor qualidade, o que ajuda na identificação de problemas como aquecimento em conexões, trincas em isoladores, corrosão, perda de galvanização, parafusos frouxos, fios partidos, furtos de componentes e desgaste de acessórios.
Veja como é a visão do drone
A Enel também explica que a utilização dessa tecnologia diminuiu a necessidade de intervenções em campo, o que colabora para a segurança das equipes de manutenção, além de reduzir o tempo de mobilização para inspeções.
Em agosto deste ano, um dos planos de inspeção analisou cerca de 806 quilômetros de linhas e estruturas. Isso porque os drones possuem sensores LiDAR, que podem mapear vegetações e estruturas de rede com mais precisão, além de terem câmeras termográficas e RGB de alta resolução.
Helicópteros auxiliam as inspeções dos drones
Em casos de emergência, a Enel utiliza helicópteros durante essas inspeções, para ter uma visão mais ampla das linhas de transmissão e estruturas de rede. Segundo a companhia, os helicópteros atuam em casos de ocorrências ou eventos climáticos, para agilizar a avaliação e ter uma comunicação mais rápida com a equipe.
Veja como o helicóptero faz a inspeção com o drone:
Até o momento, os equipamentos conseguiram identificar 19 pontos de aquecimento, em cinco linhas de transmissão. Essas inspeções permitiram que equipes atuassem antes que a ocorrência ficasse grave.
*Sob supervisão de Thiago Félix
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