Em busca do bi da Liberta, Marcão se declara ao Fluminense: "Trabalho no clube que amo e ganho um bom salário"
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Gente Boa: Alex Escobar bate um papo exclusivo com Marcão
Marcão não é qualquer treinador à beira do campo. Às vésperas do principal jogo do ano, contra o Palmeiras, na semifinal da Conmebol Libertadores, o ex-jogador e auxiliar, mas hoje técnico principal do time conduz o em busca do segundo título da principal competição continental de sua história.
Aos 54 anos, o treinador diz viver a plenitude da vida ao comandar o time que lhe rendeu conquistas pessoais e profissionais na vida. Nessa última passagem, desde 2019, ele virou o técnico permanente e de confiança do clube, assumindo o Flu em caso de queda do comandante da vez. Calhou de, em 2026, estar em suas mãos a possibilidade de conduzir os cariocas rumo a um novo título após a saída de Zubeldía.
Marcão projeta Fluminense x Palmeiras: "Estamos inteiros"
— Sou grato a Deus todos os dias por acordar bem e feliz e com a oportunidade de estar trabalhando no clube que amo e ganhar um bom salário para fazer o que gosta. Não tem como ficar triste. Viver o Fluminense de dentro, eu que estive na arquibancada. Pessoas me perguntam se eu não fico chateado (com críticas), mas eu já estive na arquibancada. Não era isso ou aquilo (sobre decisões do treinador). Você vive o dia a dia e se diverte. Essa é a nossa vibe. Só tem coisa boa! — disse, do seu jeito leve, ao quadro Cafezinho com Escobar (veja no vídeo no topo da matéria).
Marcão assumiu o time após a saída do treinador argentino, em agosto. Desde então, são 11 jogos, com seis vitórias, dois empates e três derrotas. O Flu está entre os primeiros no Brasileirão e enfrenta o Palmeiras na semifinal da Libertadores, nesta quarta-feira, no jogo de ida.
Alex Escobar e Marcão em entrevista no CT Carlos Castilho — Foto: Jéssica Maldonado / ge
Nesse período, o time encarou diferentes decisões e ajustes, mas ganhou um respiro com quase três semanas de parada na Data Fifa. Para Marcão, o momento foi de retomar uma característica fundamental nessa reta final: a competitividade.
— A gente assume em um momento muito importante. Falamos sobre estimular a competitividade, precisava disso. Sabíamos o quanto esse time jogava bola e precisava voltar a ser competitivo. Eles deram uma virada nisso, procuramos estimular isso. No treinamento a gente precisa até pedir calma (risos). Precisava de competitividade. Hoje meu time está competindo até no par ou ímpar.
Ao Escobar, o treinador também falou sobre seu futuro. Ele foi efetivado até o fim do ano, quando haverá uma nova avaliação sobre o posto de comandante.
— Hoje eu sou o treinador do Fluminense e estou bem, estamos à vontade. Nos preparamos para isso (ser treinador), e se o papai do céu quiser, estamos prontos.
Marcão em Platense x Fluminense, pela Libertadores — Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
Marcão viveu de perto a principal conquista da história do clube, que foi a Libertadores de 2023, como auxiliar de Fernando Diniz. Apesar de atingir o topo mais alto da América, ele volta às origens quando o assunto é a taça mais marcante para ele.
— Para mim foi muito importante a Série C (1999), para mim, pessoalmente. Se eu não tivesse ganho aquele título com meus companheiros e com o Parreira, eu certamente voltaria para o Bangu e certamente não teria outra oportunidade para jogar em um time grande —revelou ele.
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