Fórum reúne pesquisadores para discutir potencial de terras raras em Roraima
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Após a palestra, começa uma mesa-redonda com pesquisadores que participaram das apresentações e outros profissionais envolvidos nos estudos sobre as terras raras encontradas no Complexo Barreira. Participam:
- Lusérgio Barreira
- Henrique Eisi Toma
- Kalil Cristhian Figueiredo Toledo
- Nilson Francisquini Botelho
- José Frutuoso do Vale Júnior, doutor em Ciência do Solo
- Vladimir de Souza, doutor em Geociências
- Carlos Eduardo Lucas Vieira, doutor em Geociências
- Lorena Malta Feitoza, doutora em Geofísica
Pallestra com Nilson Francisquini Botelho, professor doutor em Geologia, em Boa Vista (RR). (Foto: Yara Ramalho/g1 RR)
A programação da tarde foi iniciada por volta das 14h pelo professor doutor em Geologia Nilson Francisquini, da Universidade de Brasília (UnB), com a palestra “Desafios na prospecção e exploração de depósitos de terras raras do tipo absorção iônica: exemplos brasileiros”.
Durante a palestra, entre outros assuntos, ele explicou as características das argilas onde podem ser encontrados elementos de terras raras, como as argilas iônicas, capazes de "prender" os elementos.
Durante a manhã, professores, estudantes, empresários e outros participantes acompanharam palestras sobre nanotecnologia, terras raras e os estudos realizados no Complexo Barreira, em Caracaraí. A programação também abordou as características dos elementos, além de detalhes das pesquisas.
O evento entra em pausa para o almoço e deve ser retomado à tarde, com a palestra “Desafios na prospecção e exploração de depósitos de terras raras do tipo absorção iônica: exemplos brasileiros”, ministrada pelo professor doutor em Geologia Nilson Francisquini.
Durante a conversa, o proprietário do Complexo Barreira, Lusérgio Barreira, ressaltou que a questão ambiental é uma preocupação e que buscam alternativas para evitar impactos durante a exploração dos minerais.
“A gente tem essa preocupação ambiental. Estou procurando, conversando e buscando maneiras e elementos para a gente não ter esse problema. Nessa questão ambiental, não tem ninguém que esteja mais preocupado que nós. A gente tem essa preocupação e essa responsabilidade”, disse.
A área estudada em Caracaraí tem mais de 120 mil hectares, rochas, , e fica localizada entre duas serras.
Para Henrique, o tamanho do complexo é comparável a área territorial da cidade de São Paulo e exige um trabalho amplo de mapeamento.
Durante o momento de perguntas e respostas, ele ressaltou que a pesquisa acadêmica é importante para entender o potencial mineral da região e desenvolver formas de exploração que considerem critérios de sustentabilidade e proteção ambiental.
Questionado se a região de Caracaraí pode ser considerada tecnicamente uma reserva de terras raras, o pesquisador Henrique Eisi Toma afirmou que ainda é cedo para fazer uma classificação.
Segundo ele, o projeto está há seis meses em andamento [na USP] e, nesse período, a equipe já mapeou a região central do complexo e realizou mais de 100 análises exploratórias. Agora, as amostras passam por análises mais detalhadas para identificar quais terras raras estão presentes e em que quantidade.
“Agora é científico, então temos que ter todos os resultados dessas análises para saber quanto de fato há de terras raras”, explicou.
Pesquisador da USP Henrique Eisi Toma explica o trabalho feito com terras raras durante palestra em Roraima. (Foto: Yara Ramalho/g1 RR)
A Universidade de São Paulo (USP) começou a estudar as terras raras de Roraima, no Complexo Barreira, em janeiro de 2026 e busca identificar quais elementos estão presentes nas região, medir a concentração deles e desenvolver formas de separá-los com a nanotecnologia, o que é apresentado por Toma nesta sexta-feira (18).
As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de superímãs de neodímio, baterias, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. Apesar do nome, elas não são necessariamente escassas.
Ao falar sobre as terras raras, Eisi destacou a importância dos elementos para a indústria. No caso estudado em Roraima, a proposta é usar a nanotecnologia para manipular e separar os elementos, que têm e, por isso, são difíceis de processar e separar.