Lula diz que "não cabe representação de miliciano" no Palácio do Planalto
São Gonçalo (RJ) e Brasília — O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (24/9) que “não cabe representação de miliciano” no Palácio do Planalto.
“Da mesma forma que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, o Palácio do Planalto não cabe a representação de miliciano lá dentro”, disse o petista, em referência ao discurso que fez na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na terça-feira (22/9).
A declaração foi dada durante comício em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. No município, o presidente realizou uma caminhada ao logo dos candidatos ao governo do estado Eduardo Paes (PSD), e ao Senado, Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD).
Nesta semana, reportagens revelaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal opositor de Lula na corrida ao Planalto, destinou uma emenda parlamentar de R$ 199,9 mil ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), projeto esportivo na zona oeste do Rio, a pedido de Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe. O miliciano é apontado na petição como ex-assessor de Domingos Brazão e possui envolvimento com a morte da vereadora Marielle Franco.
Durante o ato de campanha, o titular do Planalto fez apelos para que a população vote “em gente que está jogando no nosso time” e afirmou que os votos para o Senado são muito importantes, principalmente para quem ocupa a Presidência da República.
Segundo Lula, não se pode deixar que a direita faça maioria na Casa Legislativa, “senão eles vão transformar esse país em um inferno”.
“É importante vocês saberem disso. Por isso é simples a gente votar. Quem votar na Bendita, o segundo voto é em Pedro Paulo. Quem votar em Pedro Paulo, o segundo voto é na Benedita. Não tem essa de eu gostar ou não gostar. Vocês têm que votar no Brasil. E vocês tem que torcer para que eu, ganhando as eleições, possa fazer o melhor que vocês esperam de um presidente da República. Por isso eu preciso de dois senadores. Porque se não for um dos dois, vai vir um da direita”, declarou o presidente.