Farinha de Uarini: o que é e quais os benefícios deste tesouro da Amazônia

8 de Nov de 2026 - 18:50
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Farinha de Uarini: o que é e quais os benefícios deste tesouro da Amazônia

Originária do interior do Amazonas, um tipo de farinha de mandioca preparado com métodos tradicionais vem adquirindo fama em outros cantos do Brasil graças aos seus benefícios nutricionais: é a farinha de Uarini, também conhecida como “ovinha” – ou “farinha ova” – devido ao formato, que lembra pequenas ovas de peixe.

Rica em amido resistente, essa variedade também conserva a identidade do local onde surgiu. Conheça mais sobre ela.

“Ovinha” é exclusividade amazonense: o que ela tem de diferente?

O grande diferencial visual da farinha de Uarini são os grãos pequenos e duros, rendendo a “ovinha”. Tem até quem a apelide de “caviar das farinhas”, reforçando a referência às ovas de peixe.

Essa textura é obtida após um processo de fermentação e moldagem com boleador, que ocorre antes da torra. O método surgiu na região do médio Solimões, que abrange o próprio município de Uarini (daí o nome da farinha).

Ela é tão exclusiva que conta com Indicação Geográfica própria: desde 2019, o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) reconhece Indicação de Procedência para a farinha de Uarini, que só pode levar esse nome se é produzida no próprio município ou nos vizinho Tefé, Alvarães e Maraã.

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Em 2024, ela também foi declarada Patrimônio Cultural do Amazonas.

Quais os benefícios à saúde?

A farinha de Uarini conserva as vantagens encontradas em outras farinhas de mandioca. O processo de pubagem (fermentação submersa) e a posterior torra modificam a estrutura dos carboidratos encontrados no alimento, gerando o chamado amido resistente.

Embora ainda seja um carboidrato, esse tipo de amido se comporta de forma diferente, lembrando a fibra alimentar: ele passa pelo intestino delgado e vai até o intestino grosso sem ser completamente digerido, o que contribui para o bom funcionamento digestivo, ajuda a controlar a glicemia e também prolonga a sensação de saciedade.

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Não é casualidade que essa farinha ganhou fama entre quem busca reduzir as calorias no dia a dia, em busca do seu potencial como redutora de apetite.

Além das fibras e do amido resistente, a farinha de Uarini – como todas aquelas feitas com mandioca – também é uma opção para quem precisa eliminar o glúten da alimentação.

O modo mais comum de consumo dessa farinha é como acompanhamento, podendo ser combinada a pescados ou carne vermelha, e até mesmo com o açaí. Mas ela é versátil, e também aparece na preparação de farofas, engrossando o pirão e, quando hidratada, adquire uma textura que lembra a do cuscuz marroquino.

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