NFL no Rio: Dak Prescott elogia atmosfera e celebra Brasil como palco de sua estreia internacional
Astro dos Cowboys, quarterback vem ao país na viagem mais longa de sua vida e projeta o ambiente que presenciará na primeira partida da liga disputada no Maracanã
Dak Prescott no carnaval do Rio? Veja o nosso papo com o quarterback do Dallas Cowboys
Demorou dez anos, mas enfim Dak Prescott disputará a sua primeira partida da NFL fora dos Estados Unidos. O experiente quarterback não esperava que levaria tanto tempo para que ele os Cowboys fossem selecionados para um jogo no exterior, mas comemorou que o local de sua estreia internacional seja o Brasil. Em entrevista exclusiva ao , a estrela do time mandante no Maracanã enalteceu a atmosfera que encontrará na estreia da maior liga de futebol americano do mundo no Rio de Janeiro.
O sportv e a ge tv transmitem o Rio Game ao vivo, com sinal aberto também no ge, enquanto a TV Globo exibe o show do intervalo com Pedro Sampaio e Ricky Martin e, mais tarde, após o 'Fantástico', um compacto com os principais momentos da partida.
— Estou muito empolgado. É até surpreendente, já estou indo para a minha 11ª temporada e nós, a organização do Dallas Cowboys, não jogamos internacionalmente nesse período. Sei que a última vez foi um ou dois anos antes de eu chegar aqui, então imaginei que já teria jogado uma partida internacional antes disso, mas acho muito legal que a minha primeira será no Brasil. Estou muito animado com a cultura e em ir para lá, embora não esteja tão animado com o fato de que não poderemos aproveitar tanto quanto gostaríamos. — destacou Dak.
Dak Prescott está na NFL e nos Cowboys desde 2016 — Foto: Kevin Jairaj/Reuters
— Poder jogar diante de uma torcida diferente e saber que provavelmente há muitos torcedores dos Cowboys no Brasil torna tudo ainda mais empolgante. Sei que vocês estão muito acostumados com o futebol, mas poder levar o futebol americano, o nosso estilo de jogo, acho isso fantástico. Sei que aconteceram outros jogos por aí, mas para nós, como organização, poder ir ao encontro da nossa torcida é algo muito, muito empolgante. Honestamente, se eu pudesse escolher, provavelmente teria sido isso — acrescentou o quarteback.
A estranheza de Dak se explica porque o último jogo internacional dos Cowboys, um dos times mais populares da NFL, foi disputado em novembro de 2014, duas temporadas antes de ele ser selecionado pela equipe na quarta rodada do Draft de 2016. Naquela ocasião, a franquia de Dallas venceu o Jacksonville Jaguars por 31 a 17 no Estádio de Wembley, na Inglaterra. Desde então, foram realizados 45 confrontos da liga no exterior até a equipe ser novamente incluído na agenda de duelos fora dos EUA.
O quarterback Dak Prescott lidera o ataque do Dallas Cowboys, um dos principais da liga nesta temporada — Foto: Michael Owens/Getty Images
Apesar da espera, a organização apelidada de "America's Team" (Time da América, em tradução livre) disputará uma partida de futebol americano no estádio mais icônico do país do futebol neste domingo (27). Antes de encarar tal experiência, Dak demonstrou que tem noção do tamanho da paixão do torcedor brasileiro pelo esporte que ele chama de "soccer" e do ambiente que pode vivenciar no Maracanã.
— Tenho certeza de que o público será empolgante. Sei como vocês tratam o futebol e sei que os torcedores comparecem em peso a esses eventos, assim como fazem em qualquer jogo de time americano realizado lá. Então, sei que a atmosfera será eletrizante e os torcedores dos Cowboys viajam mais do que os de qualquer outra organização da liga. Por isso, tenho certeza de que teremos a sensação de estar quase em casa, mas não tenho dúvidas de que será uma atmosfera eletrizante que lembra muito a experiência nos EUA, se não até com um pouco mais de intensidade — afirmou Dak.
Visita a trabalho, turismo no horizonte
A vinda para o Brasil será a maior viagem não apenas da carreira como também da vida do jogador. Durante a infância, Dak morou em um parque de trailers em uma pequena cidade da Louisiana e, com poucas condições financeiras, só começou a visitar diferentes lugares quando já ganhava seu sustento lançando a bola oval. Até desembarcar no Rio, ele não havia conhecido nenhum país abaixo da América Central.
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— O ponto mais ao Sul onde estive foi o Panamá. Fui para lá nesta última offseason e, quando estava lá, olhei no mapa e pensei: "Caramba, ainda faltam umas 6 horas de viagem até o Brasil"... Achei que já estava bem ao Sul, mas não cheguei nem na metade do caminho. Então, estou muito empolgado. Sim, vai ser uma viagem longa, mas sou alguém que não viajou muito enquanto crescia, comecei a viajar mais nos últimos anos da minha carreira profissional. Quero conhecer novos lugares e novas culturas, o modo de vida das pessoas, é algo que me interessa muito e que tem chamado minha atenção nos últimos anos. Então, estou muito animado para viver essa experiência lá — comentou o astro dos Cowboys.
Philadelphia Eagles x Dallas Cowboys Dak Prescott — Foto: Bill Streicher/Imagn Images via Reuters Connect
Dak quer aproveitar toda a atmosfera do jogo no Rio, mas ressaltou que não está vindo a passeio. Pelo contrário. A viagem é estritamente a trabalho, já que ele cumprirá uma agenda lotada de atividades e não terá tempo livre. Por isso, já planeja retornar à Cidade Maravilhosa num futuro próximo para turistar, curtir o Carnaval e conhecer afundo a cultura regional.
— Não temos muita oportunidade para isso [passear na cidade]. Seguimos uma rotina bem rigorosa e vamos fazer várias atividades de preparação com a equipe no hotel. Então, nem chego a pensar em nada além disso, o que acaba sendo bom para mim. Sou do tipo que, ao chegar a uma cidade nova, e isso vale para todos esses dez anos de carreira, não encaro a viagem como um passeio turístico, eu mal saio para jantar — relatou Dak.
Dak Prescott é o líder de touchdowns lançados da franquia — Foto: Maddie Malhotra/Getty Images
Só que antes de pensar nas férias ele tem uma missão nesta temporada, que pode ser impulsionada pela : conquistar o próximo Super Bowl. Título este que seria o sexto da franquia, encerraria um jejum de 30 anos e reforçaria a mística sobre a partida da NFL sediada na terra do futebol —e que vem tendo um pouquinho a mais de football a cada ano.
— Sou da Louisiana, então quando descobri sobre o Carnaval, vi que é muito parecido com o que fazemos aqui no Mardi Gras. E tem aquela estátua chamada de Redentor... essas são as coisas que, se eu tivesse tempo, eu viria ao Brasil para conhecer quando tivesse uma folga na offseason. Então, tenho que ganhar o Super Bowl este ano, mas quero voltar para o Carnaval e fazer um passeio para conhecer os lugares — finalizou o quarterback.
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