O remake de The Legend of Zelda me arrancou lágrimas que eu não esperava | Preview

16 de Out de 2026 - 12:10
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O remake de The Legend of Zelda me arrancou lágrimas que eu não esperava | Preview

É um conhecimento universal de que é — e isso não é apenas uma opinião, mas, sim, um fato. Mais de 30 anos depois, esse incrível jogo e não espere um remake qualquer: esta nova versão pode ser considerada a que mais consegue captar o que provavelmente .

Para muitos, o jogo do N64 em 1998 pode ter sido o primeiro Zelda que jogaram, mas, para mim, eu tive contato com OoT e a franquia no geral especificamente quando o título ganhou um remaster (ou remake, a quem perguntar) para o Nintendo 3DS e, enquanto os visuais melhoraram significativamente, o remake para o Switch 2 capta exatamente o que uma garota de cerca de 10-11 anos sentiu quando estava jogando uma versão mais "atualizada": se sentir pequena com o tamanho de um jogo.

Em uma sessão teste com cerca de 90 minutos, o IGN Brasil jogou três partes do remake de Ocarina of Time que mostraram que este lançamento, realmente, não é apenas uma forma da empresa faturar sobre o sentimento de nostalgia de jogadores, mas uma repaginada completa na história. Ao longo da jogatina com mais alguns jornalistas, isso estava totalmente perceptível pelo silêncio da sala, com todos completamente compenetrados em apenas aproveitar a aventura e serem transportados para o game como se estivéssem lá fisicamente. Bem, não é a toa que Link é, como seu nome sugere, um veículo para transportar jogadores para o game.

Entre grandes novidades para além daquelas já anunciadas anteriormente no Direct especial de Zelda e nos mais recentes trailers, Ocarina of Time ganha ainda mais camadas com a adição de cenas e falas que antes não existiam. Personagens como Navi e a Grande Árvore Deko passam a ganhar voz e ficam ainda mais falantes, dando mais contexto para algumas partes da trama.

Com a direção de arte se , o remake tenta lembrar algo como um conto de fadas — como se nós, jogadores, estivéssemos ouvindo a história de centenas de anos atrás.

A partida começou na Floresta Kokiri, quando Link é acordado por Navi, uma fada. Além de gráficos melhores, a área inicial do game é expandida em tamanho, ganhando alguns locais que previamente não existiam — até os próprios Kokiri se envolvem mais com o protagonista do game por meio de conversas. Um dos momentos que mais me surpreendeu é quando o jogador precisa pegar a Espada Kokiri que, anteriormente, Link tinha que resolver uma espécie de labirinto enquanto desviava de uma grande bola de pedra. O remake, no entanto, dá uma mudada.

Toda a Floresta Kokiri, também, ganha mais dinamismo com a adição de árvores e até missões secundárias. A partir dali, o próximo objetivo é a masmorra de dentro da Árvore Deko que se assemelha bastante ao original, adicionado ao fato de que obter o estilingue é um tanto diferente.

O save posterior nos leva para o Campo de Hyrule, onde pude rolar infinitamente para chegar aos locais (porque eu esqueci que Link agora pode correr). O Rancho Lon Lon foi, obviamente, uma parada obrigatória, onde pude ver os animais e até pegar um Fragmento de Coração ao resolver um quebra-cabeça. Enquanto a querida montaria de de Link, Epona, ainda não estava no local, ver outros cavalos na fazenda me fizeram ter ainda mais curiosidade de ver a companheira do protagonista.

A parte mais emocionante foi a chegada ao Burgo de Hyrule, conhecido como Castle Town em inglês. Essa pequena cidade vira logo a protagonista do jogo ao jorrar diversos NPCs e muitas informações, entre elas os mini games de tiro ao alvo, por exemplo. Foi fácil sentir-se pequeno nessa cidade, não só por conta do tamanho físico de Link ainda criança, mas justamente pela infinidade de detalhes das casas, ruas, plantas e os plebeus. Se para uma criança este Burgo parecia imenso nas versões de 64 e 3DS, a do Switch 2 potencializa isso.

A última parada foi o Templo da Floresta, particurlamente meu templo favorito de todo o jogo. Os puzzles continuam o mesmo, mas este antigo casarão, assim como o Burgo de Hyrule, fica infinitamente maior. Claro, acabei me perdendo um pouco pois não jogo Ocarina of Time há anos, mas ainda assim consegui chegar ao chefão do local: Espectro de Ganon.

O grande elemento deste remake é a atenção aos detalhes. Parece que tudo foi minimamente calculado para potencializar a experiência de jogadores veteranos e ainda ser uma versão divertida para os novos, já acostumados com gráficos atuais. A adição de cutscenes com atuação de voz também faz parte desse pacote, afinal, ela aumenta o quanto o jogador fica investido na história. A surpresa agradável vai para Navi, que ganha mais protagonismo com essas cenas em que fala e, para a felicidade de todos, não parece ser tão "irritante" quanto antigamente. Ouvir-la falar "cuidado!" ou "olha!" realmente foi um deleite — e acho que finalmente alguns fãs vão passar a adorá-la.

Inclusive, é bom apontar que os problemas com Kaepora Gaebora, a forma animal de Rauru, o Sábio da Lux, no passado. Quando ele fala com Link pela primeira vez, muitos jogadores provavelmente apertaram botões durante sua conversa interminável, o que acabava por levá-lo a repetir seu monólogo. Agora, esse momento foi alterado por uma cutscene incrivelmente bem-recebida e nada de pegadinhas.

Bem, nisso tudo, não é preciso dizer que algumas lágrimas escaparam em um dos momentos do jogo. Na verdade, acho que fiquei segurando o choro durante todo o teste, mas uma cutscene específica foi a gota d'água. Com certeza, jogar o game completo deve me obrigar a fazer algumas pausas para chorar.

A sessão teste do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time apenas aumentou minha curiosidade e desejo de poder sentar e degustar todos os novos conteúdos e, realmente, não vejo a hora disso chegar.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Switch 2 chega em 5 de novembro.