Otan intensifica compartilhamento de inteligência por ameaça da Rússia

24 de Set de 2026 - 19:30
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Otan intensifica compartilhamento de inteligência por ameaça da Rússia

A Otan, a aliança militar ocidental, está intensificando o compartilhamento de informações de inteligência em resposta a uma onda de sabotagem e outros incidentes aparentemente ligados à Rússia, afirmou o principal comandante do bloco à Reuters nesta quinta-feira (24).

Ainda assim, ele destacou que devem manter a “calma e a confiança” de que conseguem lidar com qualquer ameaça de Moscou.

As declarações de Alexus Grynkewich, general da Força Aérea dos EUA, foram feitas após o serviço de inteligência de defesa da Dinamarca alertar que a Rússia provavelmente intensificaria uma guerra híbrida contra o Ocidente nos próximos meses.

Esse termo abrange uma série de ataques abaixo do nível de uma ofensiva militar convencional.

O serviço dinamarquês acrescentou que havia um “risco baixo, porém crescente”, de que a Rússia pudesse lançar um ataque militar limitado contra um ou vários países da Otan que fazem fronteira com ela.

“É preocupante”, afirmou Grynkewich, comandante supremo aliado na Europa da Otan, referindo-se a uma série de incidentes nas últimas semanas, incluindo uma tentativa de ataque com drone no Aeroporto de Leipzig/Halle, na Alemanha, e o disparo de sinalizadores por um navio russo em direção a um helicóptero militar dinamarquês.

“Mas devemos manter a calma e a confiança de que nós, como aliança — a aliança mais poderosa da história —, temos as ferramentas e os mecanismos necessários para gerenciar esse risco”, acrescentou.

O governo russo negou repetidamente qualquer envolvimento em guerra híbrida ou operações de sabotagem em países da Otan, bem como qualquer plano de confronto.

É melhor Putin não tentar um ataque, diz general

Grynkewich falou em uma entrevista por telefone à Reuters enquanto se dirigia a uma cerimônia de troca de comando em um quartel-general da Otan em Norfolk, na Virgínia, EUA, onde um general do Exército britânico assumirá o posto ocupado por um vice-almirante da Marinha dos EUA.

Questionado sobre o risco de um ataque russo limitado a território da aliança, Grynkewich ressaltou a prontidão da aliança para tal eventualidade, afirmando que tal cenário era “improvável, mas algo que não podemos descartar”.

Grynkewich rejeitou sugestões de que o presidente russo, Vladimir Putin, poderia ver uma oportunidade de atacar a Otan, dado que os EUA consumiram grande parte de seu estoque global de mísseis de longo alcance e alta precisão na guerra com o Irã, segundo pessoas familiarizadas com os dados.

“De jeito nenhum. É melhor ele não tentar isso sob meu comando”, disse ele, acrescentando que a Otan está bem posicionada para defender cada centímetro de seu território.

“Se avançarmos a partir da fase em que nos encontramos e começarmos a observar ameaças emergentes, estou confiante de que já disponho das prerrogativas necessárias para tomar medidas visando dissuadir qualquer agressão contra a Aliança.”

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