Renda previsível: as 6 ações de dividendos mais indicadas após as eleições

A eleição presidencial terminou, mas a incerteza sobre as contas públicas continua pesando sobre a Bolsa, e as carteiras de dividendos de novembro refletem essa cautela. Bancos e corretoras reforçaram empresas com receita previsível e caixa para seguir pagando proventos com os juros altos por mais tempo.
A Petrobras lidera o levantamento, com sete indicações entre as dez carteiras consultadas pelo InfoMoney. A Allos aparece em seguida, com seis, e Axia, Copel, Itaú e Vivo completam a lista, com cinco cada. A Vale ficou com quatro, depois de deixar a carteira do Itaú BBA.
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O Índice Dividendos (IDIV) caiu 9,87% em outubro, em linha com o Ibovespa, que recuou 9,88%.
Para novembro, o BTG Pactual tirou B3, Compass e Cury da carteira e incluiu Caixa Seguridade, Vivo e Ultrapar. O Itaú BBA trocou a B3 pela TIM, o que, segundo o banco, “reduz a exposição da carteira à atividade do mercado de capitais”. A Genial afirma que, com o juro alto, sua lista “passa a privilegiar quem paga proventos com o caixa do próprio negócio e tem pouca ou nenhuma dívida”.Ação Recomendações Dividend yield 12 meses (%) Petrobras (PETR4) 7 12,25 Allos (ALOS3) 6 14,06 Axia Energia (AXIA3) 5 3,39 Copel (CPLE3) 5 8,11 Itaú (ITUB4) 5 8,09 Vivo (VIVT3) 5 8,02
Petrobras (PETR4)
A petroleira lidera o ranking pela combinação de geração de caixa e proventos elevados. O BTG Pactual avalia que o resultado da eleição “dificilmente alterará a direção estratégica e as perspectivas financeiras da Petrobras” e estima dividend yield de 10% a 12% em 2027, considerando o Brent entre US$ 70 e US$ 80 por barril. Para o mesmo ano, o Itaú BBA projeta 11,5%, e o Santander, cerca de 11%.
O Santander espera que a discussão sobre dividendos extraordinários volte ao centro das atenções com o próximo Plano Estratégico, mas aponta investimentos acima do esperado e possíveis aquisições como riscos para suas estimativas. Para a Genial, o principal risco é o petróleo ceder se os conflitos no Oriente Médio se resolverem.
Allos (ALOS3)
A administradora de shoppings aparece em seis carteiras mesmo depois de cair 20% em outubro, pressionada pela alta dos juros longos. A projeção de proventos é o principal argumento: o BTG estima dividend yield próximo de 13% e considera a política de distribuição sustentável nos próximos anos, o Santander projeta 13,7% para 2027, e o Itaú BBA, 15,1%.
O BTG reconhece que o consumo enfraqueceu e as vendas desaceleraram, mas destaca o crescimento real dos aluguéis, a baixa vacância e a inadimplência controlada. O Santander prefere Multiplan e Iguatemi no setor, mas avalia que o dividend yield elevado da Allos “deve continuar sendo visto por muitos investidores como um diferencial da companhia”.
Axia Energia (AXIA3)
O Santander lembra que a metodologia de alocação de capital da companhia prevê R$ 38 bilhões em dividendos até 2030, considerando preço de energia de R$ 130/MWh após 2027, uma decisão que o banco considera “ousada”.
O Andbank, que projeta dividend yield de 5,1% em 2026, descreve o resultado do segundo trimestre como misto, com lucro líquido regulatório abaixo das projeções por causa de despesas financeiras maiores.
Copel (CPLE3)
O BTG avalia que a Copel “continua entregando de forma consistente os compromissos assumidos desde a privatização”, com resultados fortes na distribuição, a vitória no Leilão de Reserva de Capacidade e uma revisão tarifária mais favorável do que o mercado projetava. O banco estima dividend yield de 6,9%. O Andbank também segue otimista, depois de um Ebitda ajustado 21% maior no segundo trimestre.
Itaú (ITUB4)
O Santander, que tem o Itaú como principal escolha no setor, o considera “a alternativa defensiva mais natural” entre os bancos que cobre. A Ágora, que projeta dividend yield de 7,9% em 2026 avalia que o banco tende a se beneficiar da retomada do crédito, e o excesso de capital “pode virar dividendo extraordinário ou recompra”.
Vivo (VIVT3)
A Telefônica Brasil entrou neste mês nas carteiras do BTG, da Ágora e do Andbank. Para a Ágora, a ação combina “uma sólida geração de caixa, baixa sensibilidade ao cenário macroeconômico e um perfil defensivo em um ambiente de juros longos mais elevados”. O Santander projeta que o dividend yield passe de cerca de 5% em 2025 para 9% em 2026 e 11% em 2027, e o Andbank destaca o compromisso da companhia de distribuir pelo menos 100% do lucro de 2026.
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