Trump diz que votos para candidato “falso” ao Senado e democrata devem ser contados para republicano

5 de Nov de 2026 - 13:30
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Trump diz que votos para candidato “falso” ao Senado e democrata devem ser contados para republicano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (5) que todos os votos de um candidato independente e de uma postulante democrata deveriam ser contados para Dan Sullivan, republicano que tenta a reeleição para o Senado americano para representar o Alasca.

Segundo a agência Associated Press, com 74% dos votos contabilizados, a democrata Mary Peltola está à frente na apuração com quase 103 mil votos, enquanto Sullivan está logo atrás, por uma diferença de cerca de 600 votos. O candidato homônimo do republicano, mencionado por Trump, soma apenas 3,6 mil votos.

“O total de votos obtidos pelo falso Dan Sullivan, mais os daquela outra ‘lesma’ que os democratas incluíram na cédula, deveriam ser imediatamente atribuídos ao Dan Sullivan VERDADEIRO; assim, a eleição estaria encerrada — ele venceria com facilidade. Não existe outra solução justa!”, escreveu Trump na rede Truth Social.

Em outubro, a gestão Trump apresentou uma ação judicial para pedir a suspensão da certificação do resultado da eleição para uma cadeira no Senado dos EUA representando o Alasca caso Peltola vença a disputa.

O republicano alegou que os eleitores poderiam ficar confusos porque o republicano Dan Sullivan tem o mesmo nome de um candidato independente na mesma disputa.

Na semana passada, o governador do Alasca, o republicano Mike Dunleavy, anunciou uma investigação sobre a campanha de Peltola, depois de o jornal The New York Times ter publicado uma reportagem com supostas mensagens de texto entre assessores da democrata, nas quais discutiam a possibilidade de recrutar outras pessoas que tivessem o mesmo nome de Sullivan para concorrer e teriam encontrado o independente homônimo. A equipe de Peltola negou qualquer irregularidade.

O Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) da gestão Trump também investiga o caso.

Mesmo que os republicanos vençam a disputa no Alasca, o Senado, assim como a Câmara federal, será dominado pela oposição a partir de janeiro, já que, contando as cadeiras que estavam em disputa nas midterms de terça-feira (3) e as que não estavam, os democratas somarão pelo menos 54 das cem cadeiras na câmara alta a partir de janeiro.

Os republicanos somam 44 por ora. Além do Alasca, a apuração para uma vaga no Senado para representar o Mississipi ainda não indicou um vencedor.