Renê, do Fluminense, diz que é substimado e avalia carreira: "Jogo em estádios que cabem minha cidade toda"

Renê, do Fluminense, avalia carreira: "Jogo em estádios que cabem minha cidade toda" O lateral-esquerdo Renê construiu toda a carreira no futebol acostumado a jogar em times de massa. Iniciou no Sport e passou por Flamengo e Internacional até chegar ao Fluminense, clube em que hoje é titular, apesar de enfrentar concorrência e desconfiança ao longo de dois anos. Cano celebra vaga na Libertadores e comenta possibilidade de Flamengo x Fluminense na final: "Seria especial" Palmeiras tenta reduzir carga de ingressos, mas Fluminense exige cumprimento do regulamento da Libertadores Jogar na primeira divisão do futebol brasileiro já seria um grande feito para alguém que nasceu e começou a jogar futebol em Picos, uma pequena cidade de 80 mil habitantes no interior do Piauí. Mas o lateral foi além. Acumulou títulos e se manteve sempre entre os titulares, independente do time em que jogou e da comissão técnica com quem trabalhou. Apesar disso, sempre teve que lidar com críticas sobre seu futebol. — Acho que isso aí já vem comigo faz muito tempo. Ser subestimado. Virou normal na minha carreira. Mesmo jogando só em time de massa, que foi uma coisa que eu sempre sonhei, porque eu adoro jogar com um estádio cheio. Saí de uma cidade de 80 mil habitantes e às vezes jogo no estádio que cabe praticamente a minha cidade toda dentro dele. Acredito sim que às vezes sou subestimado, mas eu não ligo muito para isso. O que vale é o que eu penso sobre mim, o que meus companheiros e o treinador acham — relatou Renê em entrevista exclusiva ao ge. Renê tenta passe durante partida entre Fluminense e Vasco LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C. Minha resposta é estar sempre em campo. Mesmo sendo subestimado, eu joguei onde eu passei no mínimo 100 jogos. Estive em campo e fui campeão. Acho que só no Internacional não consegui ser campeão, mas nos outros onde eu passei eu fui. É isso que que me conforta. Que me dá prazer de estar todo dia treinando, trabalhando e em busca de mais. Aos 34 anos, o lateral não dá sinais de queda física na carreira. Se mantém jogando regularmente e raramente passa pelo departamento médico. Tudo isso vem do trabalho que faz tanto nos treinamentos quanto nos momentos de folga. O defensor investe em infraestrutura para ajudar na recuperação em casa, como manta de LED, por exemplo, e outras tecnologias. Esse tipo de cuidado faz com que ele viva o auge da carreira, unindo boa forma física e experiência. — O entendimento do jogo tem crescido muito. Converso muito com o Thiago (Silva), acompanho ele, gosto de ficar vendo o que fala, como se comporta. É um cara que tem bastante experiência. Procuro estar sempre aprendendo com ele. Acredito que vivo o meu melhor momento de leitura e entendimento do jogo. Isso me ajuda bastante dentro de campo. É claro que jogar também ao lado de jogadores que têm a capacidade técnica muito alta. Acredito que que é o meu melhor momento. Espero que que esse ano seja consagrado com o título para coroar bem essa temporada — concluiu. Renê diz viver auge na carreira e brinca sobre segredo: "Muito arroz com feijão" Muito arroz com feijão, né? O feijão não pode faltar. Às vezes até a nutricionista reclama. No jogo às quatro ela não gosta que coma feijão com o caroço. Só o caldo. Mas para mim ela abre a exceção. Falei para ela: "eu que eu moro nesse corpo aqui faz 34 anos", então eu já conheço. Ela pode confiar que eu não vou passar mal. Aí ela fala: "a responsabilidade é tua". Se tu passar mal, me paga" Mudança de estilo Renê surgiu como um jovem lateral promissor no Sport em 2012 e se destacava pelo lado ofensivo. Meia de origem quando começou a jogar, gostava de fazer ultrapassagens e chegar na frente para dar cruzamentos ou finalizar. Rivadavia x Fluminense Renê ANDRES LARROVERE / AFP Hoje, o defensor do Fluminense parece um jogador diferente. As chegadas ao fundo são mais contidas e a contribuição aparece muito mais pelo meio-campo, alinhando com os volantes Martinelli e Hércules, muitas vezes. — Acho que a posição também evoluiu muito. Vários laterais viraram quase um terceiro zagueiro. Principalmente os do Guardiola. Uma época no City, eles jogavam com apenas um zagueiro de dois laterais. Fui evoluindo com o tempo. Com o tempo eu fui começando a entender que não é só físico. Você tem que que pensar um pouco. Comecei a tentar jogar mais nos espaços e na hora certa do que ficar indo toda hora. Tento ir mais na qualidade do que na quantidade. Entendi também que que meu ponto forte é jogar de frente para o jogo, mais na construção, auxiliando os meus companheiros do que eu mesmo chegando — explicou. No Fluminense desde o começo de 2025, o lateral jogou 82 vezes, fez dois gols e deu duas assistências. O único título conquistado é a Taça Guanabara de 2026. 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