Sacerdotes de Goiás defendem bispo após ataques de apoiador político
Dez padres de seis cidades goianas divulgaram uma declaração conjunta nesta quinta-feira (15) para repudiar ofensas proferidas contra o bispo Dom Adair José Guimarães. Os ataques ocorreram por meio de um vídeo nas redes sociais, onde um homem utilizando adereços de campanha eleitoral acusou o líder religioso de ser um representante do mal e de utilizar o altar para promover interesses políticos específicos.
Quais foram as principais acusações feitas contra o bispo Dom Adair?
No vídeo que circula nas redes sociais, um morador de Goiás, identificado com símbolos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, dirige ofensas graves ao bispo, chamando-o de 'representante de Satanás' e 'demônio'. O homem afirma que o líder religioso não prega o Evangelho e foca seus sermões em críticas ao comunismo. Além disso, o acusador alega, sem apresentar evidências, que Dom Adair estaria recebendo dinheiro de empresários para favorecer politicamente a família de Jair Bolsonaro durante o período eleitoral deste segundo turno.
Como os padres da região reagiram aos ataques contra o líder religioso?
Dez sacerdotes de diferentes paróquias assinaram um manifesto em defesa do bispo, classificando as ofensas como 'ataques vergonhosos, infundados e cheios de ódio'. Eles argumentam que as falas do agressor são movidas por preconceitos ideológicos e distorcidas por falta de conhecimento. Para o grupo de padres, embora a divergência política seja um direito em uma democracia, ela não justifica calúnias ou tentativas de destruir a honra de uma pessoa, especialmente dentro do contexto de sua missão pastoral e sacerdotal.
Qual é o posicionamento histórico do bispo sobre temas políticos e ideológicos?
Dom Adair José Guimarães tem um histórico de declarações sobre a participação dos católicos na vida pública. Em ocasiões anteriores, como em eventos em Brasília e reflexões em vídeo, o bispo fez críticas diretas a regimes ditatoriais, mencionando comunismo, fascismo e nazismo como sistemas que sufocam a liberdade e trazem miséria. Recentemente, ele orientou os fiéis a participarem das eleições com consciência, recomendando que analisem o histórico dos candidatos em relação a temas como a fé, a família e o posicionamento sobre o aborto.
O que a declaração conjunta dos padres defende para o país?
Ao final do documento, os padres citam Santo Agostinho para reforçar que deve haver unidade no que é essencial e liberdade no que é debatível, sempre com caridade. Eles explicam que a política partidária é um campo de livre debate e que posições diferentes não fazem das pessoas inimigas. O grupo encerra pedindo a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, para que o povo brasileiro encontre caminhos de paz, justiça e reconciliação, superando o clima de hostilidade gerado pela disputa eleitoral.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.