Mariana Goldfarb fala sobre perseguição de stalker: “Temos que usar a voz”
marcou presença na Noite das Musas da e conversou com a Coluna Fábia Oliveira sobre sua relação com o Carnaval, a importância da representatividade cultural e a possibilidade de investir na carreira de atriz.
A influenciadora também comentou os episódios de invasão de privacidade que relatou ter enfrentado recentemente.
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Carnaval
Integrante da escola de Duque de Caxias pelo quarto ano consecutivo, Mariana contou que ainda sente frio na barriga com a proximidade do desfile. Para ela, a experiência de conhecer o Carnaval transformou sua relação com a felicidade.
“Eu não estou acreditando que é o meu quarto ano com a Grande Rio. Passou voando. Mas, depois que eu conheci o Carnaval, sou uma pessoa muito mais feliz. Agora eu descobri o que é felicidade genuína mesmo. O melhor dia da minha vida foi o dia em que eu entrei na avenida”, declarou.
Representatividade e espiritualidade
Neste ano, a Grande Rio levará à avenida um enredo relacionado às matrizes africanas e à religiosidade. Ao falar sobre o tema, Mariana se definiu como uma mulher espiritualizada, embora não siga uma religião específica.
“Eu me encontro nas forças da natureza, sou uma pessoa que tem muita fé, mas não tenho nenhum dogma que interfira na minha vida”, afirmou. Para ela, a conexão com o divino também está relacionada à maneira como as pessoas tratam umas às outras. “O amor que a gente sente pelo próximo é a maior forma que a gente se conecta com o divino. E o amor que a gente sente pela gente mesmo também”, completou.
A influenciadora ainda destacou o papel do Carnaval na aproximação do público com culturas que nem sempre recebem espaço em outros ambientes. “É muito importante no Carnaval trazer partes da cultura que a gente não conhece, de lugares que a gente não conhece. Tem tanta coisa que a gente não faz ideia”, disse.
Na avaliação de Mariana, a festa permite conhecer outros povos e tradições, favorecendo a troca cultural. “Eu acho que o Carnaval também abre muitas portas para que a gente conheça outras culturas, outros povos. Essa miscigenação, toda a intercultura. Então, eu acho isso máximo”, acrescentou.
Possibilidade de ser atriz
Conhecida pelo trabalho como influenciadora, Mariana também foi questionada sobre a possibilidade de seguir carreira como atriz. Ela demonstrou interesse, mas ressaltou que gostaria de participar de projetos com os quais tivesse identificação e que transmitissem alguma mensagem.
“Se for uma coisa que faça sentido e que eu consiga, por exemplo, dar voz a uma personagem em que eu acredito, ou que vá trazer algum tipo de proposta ou de voz por trás, acho que, para mim, faz sentido. Uma mensagem mais potente”, explicou.
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Invasões de privacidade
Durante a conversa, Mariana também falou sobre situações de invasão de privacidade que trouxe a público, incluindo um episódio envolvendo perseguição por um stalker e outro em que teria sido gravada indevidamente em uma academia.
Sem detalhar o andamento de eventuais medidas judiciais, ela refletiu sobre os limites que mulheres precisam estabelecer diante desse tipo de situação e sobre a importância de denunciar e dar visibilidade aos casos.
“Isso acontece bastante, e acho que acontece em todos os âmbitos quando se é mulher. A gente tem que começar a entender o que é ser mulher, de fato, e o que significa o nosso corpo em outros locais”, afirmou.
Aos 35 anos, Mariana contou que ainda está compreendendo diferentes aspectos dessa experiência. “Hoje, só com 35 anos, estou entendendo o que significa ser mulher”, declarou.
Para a influenciadora, falar abertamente sobre essas situações é uma forma de enfrentar as transgressões de limites e incentivar outras mulheres a se posicionarem. “A gente tem que usar a nossa voz. O que a gente tem de mais importante é a nossa voz. A gente não pode se calar”, concluiu.