Secretário do PT rechaça processo para "expurgar" filiados a pedido de Lula
O secretário nacional de Comunicação do PT, , rechaçou à coluna qualquer movimento do partido para “expurgar” filiados considerados “desalinhados”, mesmo que a pedido do presidente Lula.
Em entrevista, Valadares afirmou que o PT é um partido que tem “instâncias” e ressaltou que eventuais erros de qualquer filiado serão tratados com o “devido processo legal” e “direito ao contraditório”.
“Não há um processo inquisitório. Não há um processo de perseguição. Eventuais erros com qualquer um tenha cometido, ou eu, ou o (Washington) Quaquá, eu espero que sejam tratados como sempre foram no PT, com devido ao processo legal, com direito ao contraditório. E acho que não é o caso”, afirmou.
A declaração foi dada pelo secretário ao ser questionado sobre uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo segundo a qual o presidente do PT, Edinho Silva, estaria atuando para expulsar uma ala apelidada de “centrão petista”.
Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT
Éden Valadares, secretário nacional de comunicação do PT
Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT
Um dos alvos dessa ofensiva de Edinho seria justamente Washington Quaquá. O petista é prefeito de Maricá, município do Rio de Janeiro onde Lula perdeu nos dois turnos das eleições presidenciais de 2026.
Quaquá entrou na mira de caciques petistas após o filho do prefeito, Diego Zeidan, que presidente o PT no Rio, viajar para a Bahia após o primerio turno, o que exigiu uma intervenção na coordenação da campanha de Lula no estado.
Assista a entrevista completa:
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À coluna, o secretário nacional de Comunicação do PT minimizou a notícia. Segundo ele, esses movimentos seriam fruto do “tensionamento político” que ainda marca os bastidores do partido após a disputa eleitoral.
“Não tem processo de expurgar ninguém do PT, nem porque o Lula pediu, ou porque a Eden pediu, ou porque Edinho pediu. O PT tem instância…O Quaquá já respondeu a um ou outro, acho que mais de um até (processo), mas não é assim. Não é assim. Não é com acusação de imprensa ou porque viajou ou deixou de viajar no segundo turno”, disse Valadares.
Para o secretário, eventuais divergências entre membros do PT devem ser tratadas internamente, e não via imprensa. “O PT tem instância, e eu espero que essas diferenças e eventuais erros sejam tratados dentro da instância“, disse.