Taco e martelo: MP denuncia líderes de organizada do Bahia por tortura

6 de Out de 2026 - 06:40
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Taco e martelo: MP denuncia líderes de organizada do Bahia por tortura

O denunciou 10 integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada Bamor, maior torcida organizada do Esporte Clube Bahia, por crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi protocolada na sexta-feira (2/10) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da Operação Inquisição.

As investigações apuram a prática de tortura física e psicológica ocorrida dentro da sede da torcida organizada, em julho deste ano, contra pelo menos duas vítimas que, de acordo com a diretoria da torcida, seriam responsáveis por supostos desvios internos.

Segundo o MP, as vítimas teriam sido constrangidas, por dias consecutivos, a confessar supostas irregularidades mediante sessões de agressão, ameaças, sufocamento com saco plástico e afogamento com pano. A tortura teria se estendido por horas, com a utilização de tacos de beisebol, martelo, faca e alicate.

Em um dos episódios, uma vítima teria sofrido perfurações nas mãos e queimadura na orelha. Além disso, um outro integrante teria sido obrigado a fazer uma transferência via Pix a partir da própria conta.

Os denunciados permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador (BA). São eles:

  • Matheus Pires Castro, presidente da Bamor;
  • Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente;
  • Gabriel Pereira Silva, diretor-geral;
  • Daniel Sena Duarte, diretor de sede;
  • Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing;
  • Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio;
  • Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria;
  • Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede;
  • Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro;
  • Fernando Santana Esquivel, policial militar apontado como integrante da torcida organizada.

O MPBA pediu à Justiça a condenação dos acusados pelos crimes atribuídos a cada um, a manutenção das prisões e o pagamento de indenizações às vítimas por danos materiais e morais.

O órgão também requer a fixação de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões.