Tebet diz que eleição de Flávio seria colocar "milícia do RJ no Planalto"

24 de Set de 2026 - 00:40
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Tebet diz que eleição de Flávio seria colocar "milícia do RJ no Planalto"

Candidata do PSB ao Senado por São Paulo, Simone Tebet avalia que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial representaria “um risco civilizatório” e para a soberania nacional.



“Podemos correr o risco de trazer a milícia do Rio de Janeiro para dentro do Palácio do Planalto”, afirmou na saída de um debate entre candidatos ao Senado promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), na região central da capital paulsita.

Ao explicar a posição política, ela afirmou que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de se definir como uma política de centro. “Eu não sou Lula, mas eu apoio o Lula porque o lado de lá significa um risco civilizatório, um risco da soberania nacional”, declarou.

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Candidatos ao Senado em São Paulo participam de debate
Candidatos ao Senado em São Paulo participam de debate
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Candidatos ao Senado em São Paulo participam de debateEstadão/Divulgação

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Candidatos ao Senado em São Paulo participam de debateEstadão/Divulgação

Em 2008, quando a Assebleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) instalou a CPI das Milícias, Flávio Bolsonaro, que era deputado estadual, votou contra a abertura. As milícias já dominavam comunidades, cobravam taxas ilegais, exploravam serviços, ameaçavam moradores e impunham medo em áreas inteiras do Rio.

Um episódio relevante da relação de Flávio com milicianos envolve Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano. Suspeito de liderar uma milícia na zona oeste do Rio e apontado como integrante do Escritório do Crime, ele recebeu de Flávio Bolsonaro a Medalha Tiradentes, principal honraria da Alerj. A condecoração foi concedida enquanto Adriano estava preso sob acusação de homicídio.

A relação, porém, foi além da homenagem. A mãe e a então esposa de Adriano trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. Ambas deixaram os cargos em novembro de 2018, após virem à tona as suspeitas envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e amigo de longa data de Jair Bolsonaro.

As investigações sobre a temática foram encerradas em 2021 após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular as provas coletadas contra o senador.

Investigação no STF

Tebet disse ainda que até três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) precisam ser investigados. “Eu acho que no plural, sim. Acho que nós temos mais de dois. Eu diria que talvez três ministros do STF que precisam, sim, ser investigados”, afirmou.

Questionada sobre a atuação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, em relação a pedidos de impeachment de ministros do STF, a candidata ao Senado defendeu que as investigações sejam feitas com transparência e respeito ao devido processo legal.

Segundo ela, caso as medidas não sejam tomadas agora, elas deverão ocorrer após o início da próxima legislatura. “Se isso não aconteceu, eu não tenho dúvida que acontecerá a partir de fevereiro do ano que vem”, disse.