Trump pede que americanos impeçam os democratas de colocar extremistas e jihadistas no Congresso

2 de Nov de 2026 - 19:40
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Trump pede que americanos impeçam os democratas de colocar extremistas e jihadistas no Congresso

Em discurso proferido nesta segunda-feira (2), Donald Trump afirmou que as eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, são as mais importantes da história dos Estados Unidos. De acordo com o presidente americano, o Partido Democrata indicou a chapa de candidatos “mais extremista e perigosa da história americana”.

“Com o seu voto, decidiremos se esses extremistas terão poder ou não", afirmou Trump em frente ao espelho d’água do Memorial Lincoln, em Washington. Segundo o mandatário, as ideologias defendidas pelos democratas “sempre fracassaram”.

“Lutamos por 250 anos para tornar este país grandioso. Não vamos permitir que ele seja destruído por um grupo de pessoas que fracassou em todos os lugares por onde passou", disse Trump. “Portanto, defenderemos nosso país, nossa cultura e nossa herança para as próximas gerações. Vamos manter as coisas como estão, e torná-las ainda melhores e mais justas.”

Durante seu discurso, o presidente citou nominalmente o candidato ao Senado pelo estado do Michigan, Abdul El-Sayed, a quem chamou de jihadista. O candidato democrata enfrenta o republicano Mike Rogers no estado. Segundo Trump, El-Sayed teria se qualificado para a disputa após fazer campanha e solicitar apoio em mesquitas radicais.

Trump cita “agenda radical” dos democratas

O presidente falou da “agenda radical” defendida pelos democratas, que inclui a abertura das fronteiras, o aumento de impostos em trilhões de dólares — o que faria os custos da energia dispararem —, o confisco de armas, a eliminação do petróleo e do gás natural e a adoção de políticas transgênero. 

Trump também mencionou que os democratas defendem a abertura das “comportas para milhões de migrantes de todo o mundo”, na esperança de que possam votar. “Esse é o único motivo pelo qual estão permitindo a entrada deles. Eles querem que essas pessoas possam votar", argumentou.

Segundo o mandatário, seu governo garantiu a gestão mais eficaz das fronteiras do país, com cerca de 17 meses sem que nenhuma entrada ilegal fosse registrada ao sul, na divisa com o México. 

Em discurso, Trump defende América forte 

O presidente defendeu as políticas de seu governo, afirmando que a América vive uma “era de ouro". “Nunca vimos nada igual. Quando se fala em 25 trilhões de dólares em riqueza criados em um curto período — nem sequer dois anos, na verdade, ainda falta bastante para completar dois anos”, disse. 

Trump abordou a redução nos números de violência e criminalidade durante o seu mandato. Segundo ele, ter acabado com o crime em Washington é um dos feitos que lhe trazem mais orgulho. O sucesso, na visão do presidente, está em deixar que a polícia atue. “Não é um trabalho fácil, mas é um grande trabalho", disse ele ao mencionar a ação policial.

O presidente americano também se referiu à intervenção dos EUA na Venezuela, que culminou com a captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro deste ano. “Nós acabamos com a guerra na Venezuela em um dia", comentou. 

Segundo Trump, somadas às venezuelanas, as reservas de petróleo americanas são as maiores do mundo, ultrapassando as da Rússia e da Arábia Saudita. Ele mencionou que as reservas da Groenlândia ampliam ainda mais o potencial energético do país. 

No fim do discurso, Donald Trump reafirmou que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro” e que é um país de que os americanos podem se orgulhar. “Por quatro anos fomos motivo de riso no mundo todo. Durante quatro anos, riram de nós, como se fôssemos pessoas estúpidas. Riram de nós todos os governantes, todos os presidentes, todos os primeiros-ministros, todos os reis, todas as rainhas — mas eles não riem mais", concluiu.

Republicanos se aproximam de democratas

Como mostrou a Gazeta do Povo, levantamento recente indica que o Partido Republicano reduziu a diferença em relação ao Partido Democrata, que liderava as intenções de voto para as eleições de meio de mandato. 

Apesar da recuperação republicana, a média das pesquisas de intenção de voto para o Congresso continua apontando vantagem democrata. Segundo o RealClearPolling, o partido tem 52% das preferências, ante 43,1% dos republicanos.

O cenário coloca a eleição desta terça-feira (3) sob atenção internacional. O resultado poderá alterar o equilíbrio de forças no Legislativo e influenciar os últimos dois anos do mandato do presidente Donald Trump.

Até o momento, cerca de 53 milhões de americanos já teriam registrado seus votos para as eleições de meio de mandato, de acordo com o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida. O pleito define a composição do Congresso e, portanto, pode facilitar ou não a aprovação de medidas e projetos do presidente.