Análise: Atos de rua dão impulso final às campanhas de Flávio e Lula
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) promoveram atos de rua neste domingo (18), em diferentes regiões do Brasil, na reta final da disputa presidencial de 2026. A âncora da CNN Débora Bergamasco avalia, ao CNN Agora, que os atos de rua dão impulso final às campanhas.
Enquanto apoiadores de Flávio se mobilizam na Avenida Paulista, em São Paulo, militantes de Lula se reuniram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para demonstrar apoio ao candidato antes do segundo turno.
Ato na Avenida Paulista reúne apoiadores de Flávio Bolsonaro
Na capital paulista, o evento contou com dois carros de som do chamado “Bloco do 22”, iniciativa que tem percorrido diversas capitais do país desde o dia 15, organizada por Nikolas Ferreira (PL-MG), descrito como um importante aliado de Flávio Bolsonaro nesta reta final do segundo turno.
O percurso partiu da Avenida Paulista em direção ao Museu de Arte Moderna de São Paulo, em um trajeto de aproximadamente 5 a 10 minutos. No local, estavam presentes Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital paulista, e Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), governador do estado. Flávio Bolsonaro também estava participou do evento.
Militantes de Lula se reúnem em Brasília e no Rio de Janeiro
Em Brasília, aliados e militantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios em apoio à candidatura de Lula. O ato na capital federal tem ainda um elemento adicional: Leandro Grass, candidato do PT ao governo do Distrito Federal, também disputa o segundo turno contra Celina Leão (PP), que ficou muito próxima de vencer já no primeiro turno.
Simultaneamente, outro ato de apoio a Lula ocorria no Rio de Janeiro, na capital fluminense. Apesar de estar em Brasília, Lula não compareceu ao ato na Esplanada dos Ministérios. O candidato permaneceu no Palácio do Alvorada se preparando para o debate previsto para acontecer neste mesmo domingo (18), em São Paulo.
Mobilização nas ruas ganha força no segundo turno
Débora Bergamasco avaliou que a mobilização popular ganhou tração significativa neste segundo turno, superando o engajamento observado no primeiro. “A esquerda conseguiu reativar a militância, que tem a militância organizada, mas tem muita militância orgânica também nas ruas”, afirmou.
Ela destacou que, anteriormente, atos de pré-campanha da esquerda haviam sido considerados mal organizados e esvaziados, mas que esse cenário se reverteu. Na direita, segundo ela, o movimento também havia arrefecido e agora retomou o fôlego.
A âncora apontou ainda que as campanhas perceberam o impacto direto dos atos de rua nos resultados eleitorais. Como exemplo, ela citou um ato realizado em Arapiraca (AL) — estado natal do vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar (PL) —, que, segundo fontes da campanha, teria feito diferença na votação local, mesmo em uma região onde Flávio Bolsonaro não é o candidato mais popular.
“O presidente Lula também percebeu isso”, concluiu a analista, reforçando que ambas as campanhas apostaram nas manifestações de rua como estratégia decisiva para o segundo turno.