Arábia Saudita amplia suspensão de compra de aves para todo estado de SC

29 de Out de 2026 - 10:30
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Arábia Saudita amplia suspensão de compra de aves para todo estado de SC

Um dos maiores compradores de aves do Brasil, a Arábia Saudita, se manifestou oficialmente sobre a suspensão de compras da proteína brasileira. Em um comunicado enviado ao país nesta quarta-feira (28), Ríade informou que todo o estado de Santa Catarina foi bloqueado.

Antes, a propria adidancia brasileira havia recomendado o bloqueio em um raio de 10km do foco principal da doença, mas a autoridade sanitária Saudita ainda nao havia se manifestado.

Quais países suspenderam as compras?

O quadro atualizado pelo Ministério da Agricultura em 28 de outubro mostra que as restrições variam conforme o país e a abrangência territorial definida por cada autoridade sanitária.

Embargos para todo o Brasil: Uruguai, México e Malásia.

Embargos para Santa Catarina: China, Chile, Peru, Turquia, Paraguai, Uzbequistão e os integrantes da União Econômica Eurasiática — Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.

Restrições limitadas à área sob controle sanitário: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Japão, União Europeia, Reino Unido, Coreia do Sul, Filipinas, África do Sul, Omã, Jordânia, Hong Kong, Egito, Argentina, Cuba, Vietnã, Canadá, Bahamas, Argélia, Namíbia, República Dominicana, Nova Caledônia, Tanzânia, Marrocos, Timor-Leste, Bolívia, El Salvador e Vanuatu.

A lista considera a atualização do ministério, mas a decisão saudita publicada nesta quinta-feira exige atenção pela divergência quanto à extensão territorial do embargo.

Regionalização busca limitar perdas

O Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores trabalham para que os parceiros comerciais reconheçam a regionalização sanitária brasileira, restringindo as compras às áreas afetadas em vez de suspender as importações de todo o país.

Segundo o governo brasileiro, as negociações internacionais ajudaram a evitar perdas potenciais estimadas em US$ 954 milhões por ano. O cálculo compara as restrições efetivamente adotadas em 2026 com um cenário hipotético em que os países repetissem as medidas mais amplas aplicadas durante o episódio de Newcastle registrado no Rio Grande do Sul, em 2024.