Bispos católicos e evangélicos se unem em defesa de imigrantes nos EUA
Por Tyler Arnold
Por Catholic News Agency
14/10/2026 às 19:36
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A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) e a Associação Nacional de Evangélicos (NAE) se uniram em um apelo por "compaixão" na política de imigração em meio à repressão em curso do presidente dos EUA, Donald Trump. O bispo Brendan Cahill, que preside o Comitê de Migração da USCCB, assinou o documento de cinco páginas junto com o presidente da NAE, Walter Kim, como parte de um esforço conjunto chamado Diálogo Evangélico-Católico sobre Imigração (ECDI).
"Escrevemos como líderes cristãos que amam nosso país e nossos vizinhos imigrantes", escreveram eles em uma declaração de 13 de outubro intitulada "Um Apelo pela Compaixão e Sabedoria Cristã no Debate sobre Imigração". "Como cristãos católicos e evangélicos, temos diferenças doutrinárias, mas estamos unidos em nossa convicção de que Deus nos chama a ficar ao lado de nossos compatriotas americanos que estão enfrentando ansiedades econômicas e culturais e de nossos vizinhos imigrantes que estão enfrentando desafios existenciais", indicaram.
De acordo com um comunicado à imprensa da USCCB, o ECDI programou a declaração para coincidir com um aumento nas detenções e deportações relatadas, bem como o fim do Status de Proteção Temporária (TPS) para nacionais de vários países, incluindo haitianos e sírios. O documento coloca um "foco especial" em crianças e famílias, citando Mateus 18:5, no qual Cristo diz: "quem recebe uma criança como esta em meu nome recebe a mim".
Cahill e Kim enfatizaram que todas as pessoas, independentemente de onde nasceram ou de seu status de imigração, são feitas à imagem de Deus, acrescentando: "Esta dignidade vem de Deus, não do governo, e nenhum poder terreno pode apagá-la". "O estrangeiro não é meramente um fardo a suportar", escreveram. "Repetidas vezes, Deus abençoou seu povo através do forasteiro. Desde Rute, a moabita, até os dias de hoje, os imigrantes podem trazer renovação às congregações e comunidades que os acolhem. Lamentamos abordagens que colocam cidadãos contra não cidadãos."
Ambos os líderes disseram que reconhecem a responsabilidade do governo de proteger e gerenciar as fronteiras, mas que os governos também devem defender a liberdade religiosa, proteger os perseguidos e facilitar caminhos para a imigração legal. Cahill e Kim incentivaram "um caminho melhor a seguir", que, segundo eles, seria consistente com todas essas obrigações.
"Cristãos católicos e evangélicos constituem uma grande parcela de nossa cidadania americana", acrescentou a carta. "Maiorias de evangélicos e católicos apoiam uma reforma de imigração que proporcionaria oportunidades significativas para residentes de longa data regularizarem seu status."
De acordo com o documento, um elemento são fronteiras seguras e aplicação direcionada da lei de imigração que proteja a unidade familiar e priorize ações contra pessoas que representam uma ameaça à segurança pública. Outros elementos incluem limitar as detenções de pessoas não violentas, acesso a capelães e mais caminhos legais para status permanente para trabalhadores, membros da família e populações humanitárias.
Cahill e Kim pediram aos cristãos que orem por seus líderes, conforme ordenado em 1 Timóteo 2:1-2, que diz: "Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, petições e ações de graças por todos, pelos reis e por todos os que estão investidos de autoridade, para que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda a piedade e dignidade".
"Nossa promessa de oração se estende aos nossos agentes da lei, nossos formuladores de políticas, nossos juízes e todos em nossas comunidades que desempenham um papel essencial na construção do bem comum", escreveram. "Todo cristão merece saber que ele ou ela foi feito uma nova criação em Cristo e é um membro de seu Corpo — não importa quais sejam as circunstâncias particulares de dever ou residência", aponta o documento.
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