Cardiologista explica como as gorduras boas e ruins afetam o coração

25 de Set de 2026 - 14:20
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Cardiologista explica como as gorduras boas e ruins afetam o coração

Quando se aborda os temas gordura e saúde, logo vem à mente que o composto lipídico é um vilão da alimentação e do funcionamento do organismo, em especial do coração. Entretanto, o corpo precisa do nutriente essencial, que atua como reserva de energia, protege os órgãos e ajuda a absorver vitaminas. À coluna, o cardiologista Roberto Yano explica as diferenças entre as gorduras boas e ruins.

De acordo com o médico, quem pensa reduzir ao máximo ou elimina completamente as gorduras da alimentação está cometendo um equívoco. O especialista salienta que os indivíduos precisam compreender as diferenças e a forma como cada uma tende a afetar o sistema cardiovascular.

“Precisamos abandonar essa ideia simplista de que toda gordura faz mal. O mais importante é entender que existem diferentes tipos desse composto e que as escolhas alimentares precisam ser avaliadas dentro de um contexto mais amplo”, sustenta Yano.

Foto amarela com gordura em forma líquida - Metrópole.s
Há diferentes tipos de gorduras, como insaturadas, saturadas e trans

Geralmente associadas a efeitos mais favoráveis para a saúde cardiovascular, as gorduras insaturadas são encontradas em alimentos como azeite, abacate, oleaginosas, sementes e alguns peixes. O composto lipídico dessa categoria atua na redução do colesterol ruim, o LDL, além de oferecer efeito anti-inflamatório.

O cardiologista alerta que essas opções não devem ser consumidas “sem limites” por mais que sejam classificadas como saudáveis e benéficas ao coração.

“O consumo adequado de fontes de gorduras insaturadas pode fazer parte de uma estratégia voltada à proteção cardiovascular. Mas isso não significa que qualquer alimento dessa classificação seja automaticamente saudável ou que possa ser consumido sem limites”, garante o médico.

Ilustração colorida de esqueleto humano com coração e veias em evidência - Metrópoles
A gordura insaturada atua na redução do colesterol ruim e no aumento do bom, além de oferecer ação anti-inflamatória

Relacionado ao aumento dos níveis de colesterol ruim, o LDL, o composto lipídico saturado favorece o ganho de peso e acelera o surgimento de doenças, como hipertensão, infarto e diabetes. Conforme o especialista, ingeri-la requer atenção, enquanto o tipo preocupante para a saúde do coração é a gordura trans, presente em alimentos ultraprocessados.

“Quando falamos em prevenção cardiovascular, precisamos observar o padrão como um todo. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, associado ao sedentarismo e a outros hábitos prejudiciais, tende a aumentar os riscos ao longo do tempo”, complementa Roberto Yano.

Foto colorida de alimentos ultraprocessados - Ultraprocessados na idade pré-escolar afeta comportamento, diz estudo - Metrópoles
O consumo de alimentos ultraprocessados prejudica a saúde do coração

Segundo o médico, uma alimentação rica em produtos ultraprocessados, excesso de açúcares, sódio e gorduras de baixa qualidade pode contribuir para alterações metabólicas e cardiovasculares, principalmente quando combinadas com fatores de risco.

Para o cardiologista, cuidar do coração não significa adotar medidas extremas, como eliminar até a gordura insaturada do prato.

“Na maioria dos casos, o mais importante é construir hábitos sustentáveis, com uma alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento adequado para cada pessoa”, finaliza.

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