Celina repudia caso de PM que matou mulher na Asa Sul: "Militar feminicida"
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), repudiou o caso da mulher morta a tiros pelo policial militar Bruno Cardoso dos Passos, 27 anos. , 26, era amiga da esposa do PM e estava entre os passageiros de uma van que transportava um grupo de amigos após uma comemoração de aniversário.
Celina chamou de “militar feminicida” e afirmou que a atitude dele “não tem o padrão de comportamento da nossa Polícia Militar”.
“Já determinei a apuração rigorosa do caso”, completou Celina.
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O crime
O crime ocorreu na madrugada deste domingo (8/11), próximo a um posto de combustíveis, na altura da 302 Sul, e deixou outras quatro pessoas feridas, entre elas a esposa do militar. Bruno foi preso horas depois, no Parque da Cidade, e afirmou em depoimento à polícia que “não se lembra de nada” sobre o ocorrido.
Segundo revelou a coluna Na Mira, Bruno comemorava o aniversário com a esposa e um grupo de amigos em um bar da Asa Sul.
Durante a comemoração, o policial teria discutido com a mulher e, posteriormente, ameaçado matar os passageiros de uma van que havia sido alugada para transportar o grupo. O policial foi preso no Parque da Cidade horas após o crime.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (), no carro havia 16 pessoas que voltavam da comemoração do aniversário. A van havia sido alugada para transportar os amigos para a celebração e o crime aconteceu na volta para casa. O grupo seguia para Ceilândia quando o pneu da van furou e o motorista parou no posto.
Antes de embarcarem no veículo, a esposa de Bruno teria ficado irritada ao perceber que o marido abriu a porta de um carro de aplicativo para algumas mulheres que estavam no local. Ao questioná-lo sobre a atitude, ela jogou água no rosto dele, o que o deixou bastante alterado.
Já dentro da van, Alessandra da Silva Oliveira Andrade, de 26 anos, amiga da esposa de Bruno, fez um comentário que o desagradou. O militar passou a ameaçá-la de morte e afirmou que atiraria contra ela. Em seguida, também ameaçou matar a própria esposa.
Ainda de acordo com o relato, Bruno dormiu por aproximadamente 30 minutos durante o trajeto. Ao acordar, afirmou que os outros passageiros estavam falando dele e ameaçou matar todos que estavam na van.
Quando o motorista parou no posto de combustíveis, alguns passageiros desembarcaram da van. Foi nesse momento que Bruno começou a atirar contra as pessoas que estavam dentro do veículo e em seguida, desembarcou e continuou atirando contra o veículo até acabar a munição da arma.
Alessandra foi atingida pelos tiros e morreu ainda dentro da van. Outras quatro pessoas ficaram feridas, entre elas a esposa do militar.
Bruno também atirou na cabeça de outro policial militar que estava no local. A vítima precisou passar por uma cirurgia, que segundo a equipe médica foi bem-sucedida.