Chá da raiz de lótus: como preparar e quais os benefícios

5 de Nov de 2026 - 23:50
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Chá da raiz de lótus: como preparar e quais os benefícios

O chá da raiz de lótus é uma bebida tradicional na medicina oriental, principalmente para atenuar sintomas de problemas respiratórios, com destaque para o alívio da tosse.

Também conhecida como renkon, a decocção é feita com uma parte da planta que também é usada – ao lado das sementes e do perianto (a “base” da flor) – como um ingrediente alimentar.

No entanto, as evidências científicas atestando os benefícios da bebida são escassas, exigindo cautela no consumo.

Conheça mais sobre o chá.

Usos populares e benefícios atribuídos à raiz do lótus

O mais famoso uso na medicina tradicional diz respeito à saúde respiratória, com fama de expectorante e descongestionante. O chá da raiz de lótus costuma ser indicado para pessoas que buscam reduzir crises de tosse, dor de garganta e sintomas associados às alergias respiratórias.

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Como a planta é fonte de vitamina C e minerais como ferro, potássio e zinco, ela também é associada a uma boa saúde do sistema imunológico, o que pode ser interessante para a prevenção de doenças infecciosas. No entanto, esses benefícios nutricionais vêm do uso do lótus na alimentação, não da bebida feita com a planta.

Outras aplicações tradicionais da decocção incluem o controle de sangramentos leves (como no nariz e na gengiva, além de hemorroidas), além da redução de problemas gastrointestinais, sobretudo a diarreia.

O que a ciência diz?

A maioria das atribuições da raiz de lótus vem de usos populares e tradicionais, com poucos estudos robustos em torno do chá. Quando a planta da espécie Nelumbo nucifera é testada, isso geralmente envolve análises de laboratórios ou modelos animais, com extratos mais concentrados do que o observado na bebida que se faz em casa.

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Em função dessa falta de estudos, não há confirmação científica dos benefícios do chá nem de doses indicadas ou limites seguros para consumir a bebida. Por isso, ele é contraindicado para crianças, gestantes e lactantes.

Outros grupos devem consumir o chá com cautela, interrompendo o uso em caso de reações adversas, como alergias ou outros efeitos imprevistos.

Mesmo podendo conferir um alívio aos sintomas, o chá não deve ser encarado como um tratamento capaz de substituir remédios – procure um médico diante de problemas respiratórios persistentes ou que se agravam.

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