Chá da raiz de lótus: como preparar e quais os benefícios
O chá da raiz de lótus é uma bebida tradicional na medicina oriental, principalmente para atenuar sintomas de problemas respiratórios, com destaque para o alívio da tosse.
Também conhecida como renkon, a decocção é feita com uma parte da planta que também é usada – ao lado das sementes e do perianto (a “base” da flor) – como um ingrediente alimentar.
No entanto, as evidências científicas atestando os benefícios da bebida são escassas, exigindo cautela no consumo.
Conheça mais sobre o chá.
Usos populares e benefícios atribuídos à raiz do lótus
O mais famoso uso na medicina tradicional diz respeito à saúde respiratória, com fama de expectorante e descongestionante. O chá da raiz de lótus costuma ser indicado para pessoas que buscam reduzir crises de tosse, dor de garganta e sintomas associados às alergias respiratórias.
Como a planta é fonte de vitamina C e minerais como ferro, potássio e zinco, ela também é associada a uma boa saúde do sistema imunológico, o que pode ser interessante para a prevenção de doenças infecciosas. No entanto, esses benefícios nutricionais vêm do uso do lótus na alimentação, não da bebida feita com a planta.
Outras aplicações tradicionais da decocção incluem o controle de sangramentos leves (como no nariz e na gengiva, além de hemorroidas), além da redução de problemas gastrointestinais, sobretudo a diarreia.
O que a ciência diz?
A maioria das atribuições da raiz de lótus vem de usos populares e tradicionais, com poucos estudos robustos em torno do chá. Quando a planta da espécie Nelumbo nucifera é testada, isso geralmente envolve análises de laboratórios ou modelos animais, com extratos mais concentrados do que o observado na bebida que se faz em casa.
Em função dessa falta de estudos, não há confirmação científica dos benefícios do chá nem de doses indicadas ou limites seguros para consumir a bebida. Por isso, ele é contraindicado para crianças, gestantes e lactantes.
Outros grupos devem consumir o chá com cautela, interrompendo o uso em caso de reações adversas, como alergias ou outros efeitos imprevistos.
Mesmo podendo conferir um alívio aos sintomas, o chá não deve ser encarado como um tratamento capaz de substituir remédios – procure um médico diante de problemas respiratórios persistentes ou que se agravam.