Cozinheiro sobrevive 60 horas em bolha de ar a 30 metros de profundidade após naufrágio; ele foi resgatado por mergulhadores que buscavam corpos
Submerso na escuridão congelante do Oceano Atlântico, o cozinheiro nigeriano Harrison Odjegba Okene desafiou todas as probabilidades científicas de sobrevivência.
Preso a trinta metros de profundidade após o naufrágio do rebocador Jascon 4, ele passou três dias inteiros respirando o oxigênio acumulado em uma pequena bolsa de ar dentro da embarcação virada.
Enquanto a equipe de resgate buscava apenas por cadáveres no local do acidente, uma mão se projetou na água escura, chocando os mergulhadores ao revelarem o sobrevivente.
A fuga desesperada na escuridão do naufrágio
O drama começou por volta das 4h30 da manhã, quando a embarcação sofreu um solavanco repentino nas águas do Delta do Níger e virou de ponta-cabeça.
Okene estava no banheiro e tateou às cegas entre os compartimentos em busca de ar. Ele conseguiu recolher um colete salva-vidas com duas lanternas e um martelo, encontrando refúgio em uma cabine que parecia segura.
Enquanto a água subia, o cozinheiro construiu uma plataforma improvisada com colchões para se manter fora do alcance do mar. Sem comida, sua única fonte de sustento durante o pesadelo foi uma garrafa de refrigerante.
Som de predadores e o milagre a 30 metros de profundidade
Durante a longa espera no frio e no escuro, Okene ouvia o som aterrorizante de animais marinhos disputando os corpos dos outros marinheiros. Quando percebeu a presença de motores na superfície, ele usou um martelo para rebater contra as paredes de aço da embarcação.
Um mergulhador finalmente o encontrou, aquecendo seu corpo com água quente antes de conectá-lo a uma máscara de oxigênio. Após ser resgatado, o marinheiro passou por um processo de descompressão antes de retornar em segurança à superfície.