Investigação contra ex-príncipe Andrew continua apesar de erro em mandados

9 de Out de 2026 - 11:00
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Investigação contra ex-príncipe Andrew continua apesar de erro em mandados

Nicholas Hilliard, juiz do Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra e Gales, considerou ilegais os mandados de buscas realizadas nas residências do , em Sandringham e em Windsor, no dia de seu aniversário de 66 anos, em fevereiro deste ano. Apesar da decisão, chefes de polícia afirmam que a investigação continuará. 

foi preso em 19 de fevereiro devido a suspeitas relacionadas à sua proximidade com Jeffrey Epstein. O ex-duque de York manteve contatos com o magnata enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. Epstein foi acusado de crimes sexuais, incluindo tráfico sexual de menores.

O ex-príncipe foi interrogado sob advertência, mas nega qualquer envolvimento nos crimes.

Investigação irá continuar

De acordo com o portal britânico , a polícia do Vale do Tâmisa admitiu ter utilizado mandados judiciais irregulares durante as buscas nas casas de , onde passaram cinco dias. A equipe ainda detém os dispositivos e documentos apreendidos. 

As batalhas judiciais irão continuar até o ano que vem, a fim de definir se os objetos detidos podem ser utilizados como possíveis provas. Ainda não se sabe se Andrew será acusado.

Compromisso reafirmado

A polícia reforçou o compromisso com a investigação e com a verdade. “Nossa investigação sobre a alegada má conduta em cargo público por parte de um homem de 60 anos de Norfolk continua em andamento”, afirmou um porta-voz. 

“Continuamos a seguir todas as linhas de investigação razoáveis ​​para avançar de forma eficaz e justa nesta investigação”, garantiu. 

Mandados judiciais irregulares 

Em 18 de fevereiro, apenas um dia antes das buscas, a polícia solicitou que mandados de busca e apreensão, com base nos artigos 8 e 9 da Lei de Polícia e Provas Criminais, fossem concedidos. 

Uma dá o direito a polícia entrar e revistar uma propriedade em busca de provas de um possível crime. Já a outra permite que os agentes possam acessar de forma legal materiais de procedimentos especiais.

Entretanto, um juiz do Old Bailey (Tribunal Penal Central da Inglaterra e do País de Gales) autorizou apenas um mandado com base na seção 8, o que significa que os policiais não tinham autorização para apreender materiais relacionados a atividades comerciais ou negociações empresariais, nem documentos protegidos por sigilo jurídico.

Hilliard relatou às autoridades que os mandados solicitados foram anulados em 22 de julho deste ano. No entanto, ele fez questão de salientar que, apesar do erro cometido, a investigação irá continuar a todo vapor.

“O fato de terem sido anulados não põe fim a uma investigação, nem significa que toda a investigação foi ilegal”, afirmou Hilliard.

Um amigo de Andrew afirmou no início desta semana que o ex-príncipe se sentia “animado” com a possibilidade futura de limpar sua ficha e seu nome.

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