Cury pede a Fachin que STF preserve a liberdade de expressão nas eleições
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) mandou uma carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, nesta sexta-feira (2/10), na qual afirma que avalia acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para “relatar preocupações em relação à democracia brasileira”.Cury afirma que o documento é um “protesto mas também uma súplica” e pede a Fachin que a “liberdade de expressão seja preservada e que o povo brasileiro chegue às urnas com informação suficiente para decidir”.A carta vem um dia após uma série de decisões judiciais sobre o debate presidencial da TV Globo nessa quinta-feira (1°/10), que foi cancelado e não foi ao ar. O candidato do partido Avante cita um levantamento do Instituto Eurasia que trouxe que apenas 40% dos eleitores sabem sobre sua candidatura à Presidência da República e afirma que o debate seria “imprescindível” para que mais pessoas o conhecessem.“O debate é o oxigênio da democracia. Ele traz luz às decisões, pensamento crítico ao eleitor, coragem aos desanimados e informação sobre propostas e projetos. Meus dois principais adversários não compareceram. Lula optou por não participar do debate e apareceu em um podcast naquela noite. Flávio Bolsonaro também se retirou. Quem perdeu não fui eu. Quem perdeu foi o eleitor”, escreveu Cury. Leia também Brasil“Colapso da democracia”, diz Cury após cancelamento de debate Ramiro BritesPrefeitura foi à Justiça contra Cury para liberar obras da gestão Tarcísio Milena TeixeiraMinistro e aliados no Avante: PT escala “time” para buscar Cury no 2º turno BrasilCury diz que Flávio é de centro ou esquerda: “Não é tanto de direita” Debate TV GloboO debate da TV Globo estava previsto nesta quinta e iria contar com os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) – este último, após decisão judicial determinando sua inclusão.A programação pretendia exibir uma cadeira vazia com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), devido à recusa do petista em participar do debate. Porém, uma decisão da ministra Estela Aranha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que isso não poderia ser feito. Outra decisão judicial que influiu no debate foi a determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o candidato Renan Santos (Missão) participasse. Após estas duas decisões, o principal candidato previsto de ir ao debate, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que não iria mais participar e alegou interferência do Judiciário como justificativa.A TV Globo acabou cancelando o debate. A emissora alegou que as decisões judiciais causam “insegurança jurídica” e representam uma “interferência indevida na liberdade de imprensa”.