Cantor Netinho é internado após recidiva de linfoma não Hodkgin

1 de Out de 2026 - 16:30
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Cantor Netinho é internado após recidiva de linfoma não Hodkgin

O cantor Netinho voltou a ser internado em Salvador, na Bahia, em meio à recidiva de seu linfoma não Hodgkin. O artista de 60 anos decidiu se afastar de eventos públicos e das redes sociais para focar no tratamento, informou uma nota divulgada pela assessoria nesta quarta-feira (30).

“Novas atualizações serão divulgadas assim que houver uma resposta sobre os resultados do tratamento”, diz a postagem.

Entenda melhor o quadro que acomete Netinho.

O que é o linfoma não Hodgkin

Um linfoma é um tipo de câncer de sangue, que afeta o sistema linfático, com os tumores se desenvolvendo principalmente nos linfonodos, estruturas que ajudam na proteção do organismo frente a ameaças externas.

Esse problema de saúde é subdividido a depender da forma como o câncer de espalha. No linfoma de Hodgkin, as células tumorais se disseminam ordenadamente, de um grupo de linfonodos para outro. Já no linfoma não Hodgkin, enfrentado por Netinho, esse processo ocorre sem uma organização óbvia.

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Raramente costuma ser identificada uma causa exata para o desenvolvimento de um linfoma e, em muitos casos, as mutações que levam ao câncer ocorrem espontaneamente. Fatores de risco incluem histórico familiar, algumas infecções (como HIV e hepatite C) e condições autoimunes preexistentes, entre outros.

O tratamento para o linfoma varia de acordo com as características do caso e a saúde geral do paciente. Quimioterapia e radioterapia costumam estar entre as abordagens iniciais, com a sequência do tratamento podendo envolver técnicas como imunoterapia (com destaque para o uso de células CAR-T) e o transplante de medula, conforme avaliação médica.

O que significa uma recidiva do câncer

Quando um câncer permanece sob controle, indetectável ou sem crescer, diz-se que o paciente está em remissão. Muitas vezes confundido com uma cura, esse estágio na verdade é um passo intermediário, importante para superar um câncer, mas que exige monitoramento contínuo pelo risco de um “retorno” da doença.

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Após esse período, se o câncer dá sinais de crescimento, ou volta a ser detectado, ocorre a chamada recidiva. Foi o que aconteceu com Netinho: diagnosticado com o linfoma em março de 2025, ele informou ainda no ano passado que não tinha mais sinais da doença após a primeira rodada de tratamento.

Em maio deste ano, porém, ele revelou que o câncer voltou a ser detectado, o que o fez retomar as sessões de quimioterapia.

Uma recidiva pode ser local, na mesma área do tumor primário, ou ser observada em locais vizinhos e até distantes, caso o câncer já tenha entrado em metástase.

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