Estados Unidos condenam dois cidadãos chineses por espionagem
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nessa sexta-feira (30/10) ter condenado dois cidadãos chineses por espionagem. Liren “Ryan” Lai, de 40 anos, e Yuance Chen, de 39 anos, foram condenados a 30 meses de prisão e três anos de liberdade condicional supervisionada. Segundo a acusação, entre as atividades feitas pelos dois estavam a troca de informações relacionadas à segurança nacional dos Estados Unidos, coletar informações sobre militares e instalações americanas e auxiliavam nos esforços para recrutar informantes de dentro das Forças Armadas dos EUA.“Liren Lai e Yuance Chen participaram de um esquema de longa duração para minar a segurança nacional dos EUA, apoiando operações de inteligência chinesas e recrutamento nos Estados Unidos”, disse o procurador-geral adjunto para Segurança Nacional, John A. Eisenberg. Leia também MundoVotação antecipada nos EUA bate recorde com mais de 49 milhões de eleitores MundoFlávio Bolsonaro explica como decidiu ir com a família para os EUA MundoNos EUA, Flávio faz live e volta a questionar resultado das eleições MundoDeputada dos EUA afirma que Flávio Bolsonaro é “negacionista eleitoral” Os dois confessaram os crimes. “Os esforços do governo chinês para se infiltrar em nossas forças armadas demonstram até onde ele está disposto a ir para ameaçar a segurança nacional dos EUA, mas subestimaram o compromisso do FBI em frustrar suas atividades ilegais e responsabilizar seus agentes. Que esta sentença sirva como um claro aviso: se você tentar colocar em risco a segurança de nossos militares, nossos cidadãos ou nossa nação, a justiça o encontrará”, disse o diretor assistente Roman Rozhavsky, da Divisão de Contraespionagem e Espionagem do FBI.Lai e Chen atuaram como agentes infiltrados desde maio de 2021 e foram presos em junho de 2025. A acusação cita que eles conseguiram fotografias da Base Naval de Kitsap em Bremerton, Washington, e fotografias e vídeos de recrutas militares e marinheiros da ativa dentro de um posto de recrutamento da Marinha no sul da Califórnia. Também coletaram informações pessoais de identificação sobre um funcionário da Marinha dos EUA e mantiveram informações biográficas detalhadas sobre militares que eram potenciais alvos de inteligência.