EUA vão às urnas para renovar o Congresso; eleição é decisiva para Trump
Últimos destaques
Suprema Corte rejeita tentativa do governo Trump de desconsiderar quase 20 mil votos da Califórnia
A Suprema Corte se recusou a intervir em um caso envolvendo 20 mil pessoas identificadas pelo governo republicano como prováveis não cidadãos nas listas de eleitores da Califórnia, estado amplamente dominado pelo Partido Democrata.
Na Califórnia, o governo Trump havia pedido à Suprema Corte que os votos contestados fossem separados até que a cidadania dos eleitores pudesse ser verificada. Autoridades do estado, porém, afirmaram que a lista parecia conter muitos erros e que, na prática, a medida poderia impedir eleitores legalmente habilitados de votar.
A Suprema Corte não detalhou os motivos da decisão, como é comum em julgamentos de emergência.
Eleições nos EUA: partidos encerram campanha antes das decisivas midterms
Democratas e republicanos finalizam nesta segunda-feira (2) a campanha com os últimos comícios antes das decisivas eleições de meio de mandato, que podem provocar uma grande mudança no Congresso.
O presidente Donald Trump anunciou um discurso para 14h00 (16h00 de Brasília) no espelho d'água da capital, diante do Memorial Lincoln, que ele ordenou reformar e que se tornou um dos símbolos de seu empenho de iniciar obras para restaurar Washington.
Candidatos ao Senado de Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio, Texas e Carolina do Norte (Foto: Reuters e AP)
Os 8 estados-chave na disputa do Senado e as chances de virada
As eleições de meio de mandato dos EUA, acontecem nesta terça-feira (3) e têm a disputa pelo controle do Senado como um dos principais focos. O resultado será decisivo para os próximos dois anos do governo de Donald Trump, pois pode facilitar ou dificultar a implementação de sua agenda.
Atualmente, os republicanos têm 53 das 100 cadeiras do Senado, contra 47 dos democratas. Nesta eleição, 35 vagas serão disputadas: 22 ocupadas por republicanos e 13 por democratas. Para conquistar a maioria, a oposição precisa chegar a 51 assentos. Já os republicanos precisam garantir 50, pois o vice-presidente JD Vance tem o voto de desempate.
Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras e evitar derrotas em estados de disputa acirrada, como Michigan. New Hampshire e Geórgia também estão no radar.
Como as listas de eleitores não cidadãos de Trump podem afetar eleições nos EUA
As listas compiladas pelo governo de Donald Trump com possíveis eleitores não cidadãos poderão ser usadas para contestar a validade dos resultados das eleições de meio de mandato marcadas para terça-feira (03).
O Partido Republicano, de Trump, luta para manter o controle do Congresso dos Estados Unidos nas eleições.
Midterms 2026: como é a apuração das eleições nos EUA e quando sai o resultado?
Milhares de eleitores vão às urnas nos Estados Unidos, nesta terça-feira (3), para as eleições de meio de mandato. Existe uma grande expectativa entre os norte-americanos pelo resultado, já que a votação vai mostrar qual partido irá controlar a Câmara e o Senado pelos próximos dois anos.
Os EUA não têm um órgão nacional como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por coordenar as eleições em todo o país e totalizar os votos. Com isso, cada estado tem suas próprias regras.
Em boa parte dos estados, a votação é feita em cédulas de papel. Os primeiros resultados devem ser divulgados ainda na noite de terça-feira. No entanto, pode levar dias até que seja possível saber qual partido terá o controle da Câmara e do Senado.
Eleições nos EUA: latinos se viram contra Trump e são trunfo dos democratas
O voto latino foi fundamental para Donald Trump se eleger presidente dos Estados Unidos em 2024. Dois anos depois, no entanto, esse mesmo grupo de eleitores pode ter um papel fundamental em castrar os plenos poderes que o republicano goza atualmente no Congresso norte-americano.
Isso porque os latinos se moveram em peso rumo aos democratas nos últimos dois anos e devem votar em duas vezes mais candidatos democratas que em republicanos nas eleições de meio de mandato em 3 de novembro, segundo indicam pesquisas eleitorais.
“Os latinos são o grupo de eleitores indecisos mais importantes da década de 2020. [...] Os democratas obtiveram importantes ganhos entre os latinos, que podem ajudá-los a retomar o controle do Congresso”, afirma o jornal "The New York Times”.
Midterms nos EUA: eleições podem mudar planos de Trump e mexer com dólar e juros no Brasil
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3), podem mudar os rumos da política econômica do presidente Donald Trump — com possíveis reflexos também para o Brasil.
A disputa pelo controle do Congresso americano pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional.
👉 Na prática, o resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso sem mudar o comando da Presidência porque todos os representantes da Câmara são escolhidos novamente a cada eleição, enquanto apenas cerca de um terço das cadeiras do Senado é renovado.
Mais de 53 milhões de americanos já votaram nas eleições de meio de mandato, acima do total de 2022
Mais de 53,6 milhões de americanos já votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, que acontecem nesta terça-feira (3). O número, divulgado neste domingo (1º) pelo Election Lab da Universidade da Flórida, já supera os cerca de 46 milhões de votos antecipados registrados em todo o processo eleitoral de 2022.
A votação antecipada presencial chegou ao fim neste domingo em estados como Nova York, encerrando uma etapa marcada por recordes de participação em diversas regiões do país. Os prazos variam entre os estados, e os votos enviados pelo correio ainda podem elevar o total nacional.
Dos votos registrados até o meio-dia de domingo, aproximadamente 29,8 milhões foram presenciais e 23,9 milhões foram enviados pelo correio.
Por que Trump enfrenta o mesmo problema econômico que derrubou Biden
A Casa Branca enfrenta um dilema conhecido. Os indicadores econômicos não são necessariamente ruins, mas a opinião pública nos Estados Unidos é negativa.
Essa desconexão perseguiu Joe Biden em 2024, quando os principais indicadores, embora sólidos, não conseguiram convencer muitos eleitores de que a economia estava funcionando a seu favor.
Agora, Donald Trump enfrenta uma versão diferente do mesmo desafio.
Os principais temas das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA
A guerra contra o Irã, o custo de vida, a inteligência artificial e a imigração estão entre os principais temas da campanha para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Os assuntos devem pesar na decisão dos eleitores na votação de 3 de novembro.
Como Kalshi e Polymarket podem afetar as eleições nos EUA e por que preocupam especialistas?
As eleições legislativas dos Estados Unidos acontecem em um momento de expansão dos chamados mercados de previsão, plataformas nas quais os usuários podem apostar dinheiro em possíveis resultados de acontecimentos, incluindo disputas eleitorais.
O uso dessas plataformas em eleições, porém, preocupa especialistas pelo risco de disseminação de informações falsas e de interpretações equivocadas sobre os resultados das urnas.