Euros, dólares e reais: mais de R$ 5 milhões são apreendidos em operação que prendeu presidente do TCE-MT

Presidente do TCE-MT é preso em operação da PF Mais de R$ 5 milhões em dinheiro, incluindo dólares, euros e libras esterlinas, foram apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada nesta quinta-feira (29), que prendeu o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida. Entre os valores encontrados estão US$ 106,8 mil (cerca de R$ 581,1 mil) e € 19,8 mil (aproximadamente R$ 120,5 mil). Os valores foram calculados conforme a cotação atual de cada moeda. Em nota, o TCE-MT informou que adotará todas as providências necessárias para cumprir as determinações da Justiça. A instituição afirmou que assegura o compromisso com a normalidade administrativa, a continuidade dos trabalhos e a regularidade das atividades institucionais. A nota esclarece ainda que o expediente e os prazos processuais desta quinta-feira (29) foram suspensos, assim como a sessão plenária prevista para a próxima terça-feira (3), para fins de organização processual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Entre os presos estão o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, a chefe de gabinete Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes e os advogados Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe Jose Glinke. Além das prisões, o STJ determinou o afastamento dos conselheiros em atividade Guilherme Maluf e Alisson Alencar, e do conselheiro aposentado Valter Albano da Silva, que ainda integrava a Comissão Permanente de Sustentabilidade do tribunal. Além das moedas estrangeiras, os policiais apreenderam R$ 4.360.607 em dinheiro brasileiro e £ 2 mil (cerca de R$ 14,5 mil), além de 3.650 pesos argentinos, equivalentes a aproximadamente R$ 12,93. Considerando os valores convertidos, o total em dinheiro chega a cerca de R$ 5,07 milhões. O balanço da operação também inclui 31 veículos, 16 armas, 6.512 munições, 167 relógios e 112 garrafas de vinho. Ao todo, seis pessoas foram presas. Também foram apreendidos 27 celulares (fotos na galeria abaixo) Galerias Relacionadas A operação foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e na realização de pagamentos a servidores do tribunal. Mais de 180 policiais federais cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a investigação, há indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos. Também são investigadas divergências nos pagamentos feitos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques frequentes em dinheiro. Uma agência bancária instalada nas dependências do TCE-MT teria sido utilizada para transformar em dinheiro vivo parte dos recursos movimentados pelo grupo. A investigação identificou 150 saques em contas de Sérgio Ricardo, que somaram R$ 15,6 milhões em menos de dez meses de 2025. Dinheiro em reais, dólares e euros apreendido pela PF durante a Operação Tomada de Contas. PF A operação A Operação Tomada de Contas cumpre, ao todo, seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Mais de 180 policiais federais participam da ação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além das prisões do presidente e do procurador do TCE-MT, a PF apreendeu documentos, caixas de dinheiro em espécie, relógios e carros de luxo. A operação também prevê medidas de acesso a informações protegidas por sigilo e bloqueio de bens relacionados à investigação. A investigação identificou saques que somam R$ 500 mil atribuídos ao presidente do TCE-MT e movimentações de R$ 33 milhões, em apenas um ano, por um dos suspeitos. A Polícia Federal apura a relação entre essas transações financeiras, os contratos administrativos e o possível direcionamento de recursos públicos. Agentes da Polícia Federal cumprindo mandados no Tribunal de Contas de Mato Grosso Julia Carvalho/TVCA