Flávio Bolsonaro vai palestrar nos EUA ao lado de ator de Dark Horse
O senador e ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vai participar como palestrante em um evento de aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite desta quinta-feira (5/11), na Flórida.Segundo a programação, Flávio vai palestrar ao lado do ator Jim Caviezel, que interpresta o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na cinebiografia Dark Horse. O filme, que ainda não foi lançado, se tornou alvo de polêmica após a revelação de que Flávio pediu ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento de R$ 131 milhões. O caso é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo Flávio como um dos alvos. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro também foi anunciado como palestrante.A Conferência de Ação Política Conservadora, CPAC, na sigla em inglês, é um evento que reúne representantes do conservadorismo mundial. O evento será em Mar-a-Lago, propriedade de Trump, entre 18h e 22h no horário local, 20h a meia-noite, pelo horário de Brasília. Leia também MundoEduardo e Flávio Bolsonaro podem ser afetados pelo novo Congresso dos EUA? BrasilPrefeito no MA ameaça cortes em serviços públicos após derrota de Flávio BrasilRandolfe pede anulação de voto de Flávio no Senado após fuga para os EUA Manoela AlcântaraMendonça encerra processo sobre desafio de Lula e Flávio para abrir sigilos Dark HorseO filme se tornou alvo da Polícia Federal após a descoberta de mensagens trocadas entre Flávio e Daniel Vorcaro. Nas conversas, o senador cobra um acordo de financiamento de R$ 131 milhões para o filme. A estimativa é que pelo menos R$ 60 milhões tnham sido efetivamente pagos por Vorcaro.A Polícia Federal rastreou fluxos financeiros que indicaram que os aportes para a produção do filme no exterior não saíram de patrocínios institucionais diretos e oficiais do Banco Master. Em vez disso, utilizaram-se empresas intermediárias e fundos terceirizados. Além disso, os recursos foram enviados para um fundo nos Estados Unidos chamado Havengate e a produtora responsável pelo filme só comprovou a entrada no Brasil de cerca de US$ 2,8 milhões (aproximadamente R$ 14,8 milhões).A investigação apura se a negociação configurou crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Uma das suspeitas é que o dinheiro tenha sido usado para manter Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.O senador Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que os recursos eram lícitos e privados.Flávio está nos Estados Unidos desde a semana passada quando deixou o país após a Polícia Federal pedir a apreensão do passaporte dele. A determinação para que ele não saísse do Brasil foi determinada em outra investigação que o senador é alvo. A investigação apura a suspeita de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a casas de apostas com relação a Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio.