Flávio promete reajustar aposentadoria acima da inflação

8 de Out de 2026 - 14:00
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Flávio promete reajustar aposentadoria acima da inflação

(Reuters) – O senador e candidato ⁠à Presidência, , prometeu nesta quinta-feira que, ⁠se eleito, reajustará os valores da aposentadoria acima da inflação ‌e negou planos para mudar a forma atual de correção dos benefícios da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), após o jornal ‌Folha de S. Paulo publicar mais cedo que sua equipe estuda alterar esses reajustes, assim como a correção dos gastos obrigatórios com saúde e educação.

Perguntado por jornalistas se reajustaria a aposentadoria acima da inflação, ele respondeu ‘sim’, ao término de uma entrevista coletiva em Brasília para anunciar o ⁠apoio ‌do Podemos à sua candidatura no segundo turno da eleição presidencial, ⁠onde enfrentará no dia 25 de outubro o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

‘Não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com o reajuste à aposentadoria. Pelo contrário, minha avó é professora aposentada do ​Estado. Eu sei da dificuldade que ela tem de fazer compra no final do mês, tenho que ajudar ela de vez em ​quando, meus irmãos têm que ajudar a minha avó e meu avô de vez em quando, porque os dois são aposentados’, disse Flávio.

O senador afirmou que o ajuste fiscal que seu eventual governo fará se concentrará em outras despesas que não os benefícios sociais.

Mais ‌cedo, após a publicação da reportagem da Folha ​de S. Paulo, o economista Adolfo Sachsida, um dos coordenadores da área econômica da campanha de Flávio, afirmou que, se o senador for eleito presidente, o próximo governo irá ⁠fortalecer programas sociais e ​reduzir impostos. Sachsida ​negou que o candidato planeje privatizar estatais como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica ⁠Federal.

Após Flávio terminar o primeiro turno ​da eleição, disputado no último domingo, cerca de 2,2 milhões de votos à frente de Lula, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações ​brasileiro, teve um forte rali, ficando acima dos 200 mil pontos, e o dólar teve forte queda, chegando a operar ​abaixo de R$5. Boa ⁠parte dos agentes do mercado considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de ⁠um maior controle das contas públicas — ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste – o que abriria espaço para juros mais baixos e uma redução na trajetória de crescimento da dívida pública.

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(Reportagem de Eduardo Simões, em São Paulo, e Ricardo Brito, em BrasíliaEdição de Pedro ​Fonseca)