Farinha de babaçu: como usar e quais os benefícios do ingrediente nordestino
O babaçu, conhecido também por uma imensa variedade de nomes populares como aguaçu, coco de macaco, pindoba e palha branca, é o fruto obtido em um tipo de palmeira muito encontrado nos estados do Maranhão e do Piauí.
Nessas regiões, ele também é matéria-prima para outro alimento que vem conquistando popularidade: é a farinha de babaçu.
Capaz de substituir parcialmente outras farinhas mais conhecidas em receitas do dia a dia, essa opção rica em fibras e amido resistente pode incrementar a alimentação e ainda oferecer alguns benefícios para a saúde. Conheça um pouco mais sobre o ingrediente.
Benefícios da farinha de babaçu
A farinha de babaçu é feita com o mesocarpo desse tipo de coco, a camada branca localizada no interior do fruto que corresponde a cerca de um quarto de seu peso total.
A fabricação costuma ser feita de forma artesanal e tradicional, envolvendo cooperativas geralmente lideradas pelas “quebradeiras”, mulheres que desde tempos imemoriais fazem manualmente a quebra – com machado – para separar a casca da parte interna do coco.
O bom nível de fibras contribui para o funcionamento do intestino, além de ter papel na regulação dos níveis de glicose e colesterol no corpo, sendo um alimento interessante para complementar a dieta de quem tem diabetes, obesidade e síndrome metabólica.
O amido resistente, que não se quebra tão rapidamente em glicose como o amido “comum”, também é conhecido por ajudar nesses objetivos, já que se comporta de forma análoga à fibra durante a digestão.
O ingrediente também é uma opção de farinha sem glúten e, embora nem sempre possa substituir o trigo em uma proporção 1 por 1, é possível empregar o babaçu de forma complementar a outras farinhas – uma boa pedida para pessoas com intolerância ao glúten ou doença celíaca.
Como usar no dia a dia
A farinha de babaçu pode substituir a farinha de trigo em algumas receitas cotidianas, mas os especialistas não costumam fazer uma troca de 100% sob risco de alterar demais o perfil de consistência e sabor.
O indicado é que a farinha obtida a partir desse tipo de coco seja em torno de 30% do total da receita, de forma complementar.
É possível, porém, usar a farinha de babaçu como estrela principal da composição – desde que você considere uma receita específica para esse ingrediente. Em regiões onde o babaçu é tradicional, grupos de quebradeiras já elaboram pães, bolos e biscoitos com a farinha.
No entanto, por se tratar de uma produção artesanal, muitas vezes as receitas não são padronizadas, e pode haver adição de outros tipos de farinha a depender do objetivo específico daquela preparação.
Para chegar ao resultado ideal, pode ser necessário ir substituindo aos poucos as farinhas a que você está acostumado, até encontrar a proporção que mais se adeque ao seu gosto.