Flávio x Lula: as movimentações políticas no início do segundo turno
Por André Luiz Corrêa
08/10/2026 às 09:01
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No , os convidados analisaram a movimentação do Partido dos Trabalhadores (PT) para a campanha do segundo turno, após um início marcado pela desorganização. Enquanto isso, o vencedor do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL), acumula mais alianças políticas, com vistas à consolidação da vitória parcial.
"A atração de novas lideranças políticas tende a consoldiar, ainda mais, a hegemonia polícia do PL no Senado Federal e, muito provavelmente, no Executivo. Neste cenário, dificilmente este novo quadro político vai deixar alguma margem de misericórdia para o lado oposto", diz o professor da FGV Daniel Vargas.
Após fortes críticas tanto de aliados como da militância por não utilizar redes sociais e nem telefone celular, o presidente (PT) cedeu à tecnologia e gravou, nesta quarta-feira (7), sua primeira “selfie” para as plataformas digitais. No final da manhã, o presidente candidato à reeleição gravou um vídeo convocando seus apoiadores.
"O PT está muito mais perdido do que parece. Depois de ficar no salto alto, percebeu que está totalmente desconectado daquela parte da população pela qual dizia trabalhar. Lula só fala para uma elite, com um discurso que não cola mais", avalia o escritor Francisco Escorsim.
A consolidação de Flávio
A Federação União-Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciou nesta terça-feira (6) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A decisão ocorreu por aclamação durante reunião das executivas e das bancadas das duas siglas, em Brasília.
"Em um possível governo do PL, precisaremos destrancar as portas da economia, jogar fora os pesos que inibem o espírito criativo e finalmente liberar o empreendedorismo de 220 milhões de pessoas. Estas ideias se destacam na campanha de Flávio", elogia Vargas.
Alcolumbre entra no jogo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (6) que seguirá o que diz o regimento interno da Casa para a análise de Propostas de Emenda à Constituição (PEC) para o após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta pode influenciar o desfecho do pleito presidencial, pois se trata de uma pauta cara a Lula.
Porém, segundo Escorsim o senador não tem mais o poder que tinha. "Nem em seu estado, o Amapá, ele tem margem de manobra. Alcolumbre não conseguiu fazer o seu governador e ainda perdeu dois senadores", ressalta ele.
O programa faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.
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